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Parlamentares
cariocas decidem ampliar vistoria nas dependências da SuperVia
Em audiência pública realizada na última
quinta-feira (29) para analisar as razões levaram os passageiros da SuperVia a
se revoltarem no início do mês passado, parlamentares decidiram que as comissões
de Trabalho, Legislação Social e Seguridade Social e de Transporte da Assembleia
Legislativa do Rio de Janeiro realizarão uma nova vistoria nos trens, estações e
Centro de Manutenção da companhia para averiguar o que realmente está
acontecendo.
Segundo o deputado e presidente da Comissão de
Trabalho, Paulo Ramos (PDT), na última visita ao Centro de Manutenção da empresa
foi constatado que os sistemas de segurança dos trens são extremamente frágeis.
O deputado ressaltou que, mesmo com a empresa dizendo que a responsabilidade
sobre os fatos não era sua, apenas um dia depois da visita um novo acidente
ocorreu.
“Por mais que tenhamos aceitado as considerações
da SuperVia de que a série de acidentes que vêm ocorrendo desde o início do mês
(passado) tenham sido, possivelmente, causadas por uma sabotagem na mecânica,
fica cada vez mais difícil acreditar”, argumentou Ramos, se referindo ao
acidente, do dia 20 de outubro, em que duas composições se chocaram na
plataforma da estação de Japeri.
O deputado ainda sinalizou que a sociedade está
farta desta situação, “quer debater reestatização da SuperVia” e defendeu os
trabalhadores do transporte alternativo afirmando que “não podemos admitir que
atribuam, em um primeiro momento, a este ou aquele setor da sociedade qualquer
responsabilidade sobre estes episódios”.
Já o deputado Marcelo Simão (PSB), também
presidente da Comissão de Transporte da Alerj, informou que esperava para esta
reunião que o representante da Agência Reguladora de Serviços Públicos
Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias
do Rio (Agetransp) apresentasse relatório sobre os incidentes. A Agetransp
informou, porém, que este relatório ainda não está concluído e que o apresentará
para a Casa dentro de alguns dias. “Vamos também realizar uma nova visita, agora
mais ampla, e analisar como estão sendo usados os dispositivos de abertura das
portas dos trens pela concessionária SuperVia, o que vem sendo alvo de muitas
denúncias à comissão por parte dos usuários do transporte”, disse o deputado.
Fiscais do Sindicato dos Ferroviários
constataram que a sublevação ocorrida, no dia 07 de outubro, na estação de trem
de Nilópolis da Baixada Fluminense, foi causada pela remoção irregular de
dispositivos de abertura das portas dos trens pela própria concessionária.
Segundo os fiscais, a ausência do equipamento fez com que os passageiros
ficassem presos na composição por quase 20 minutos causando a inquietação.
Segundo o promotor de Justiça Carlos Andresano,
representante do Ministério Público, “a empresa tem que respeitar a integridade
física e psicológica dos usuários, adotando medidas de segurança adequadas, como
a previsão de resgate em casos inevitáveis de pane, além da prestação de
informações aos passageiros, por meio de sistema de som apropriado e de
funcionários qualificados, a fim de se evitar o pânico”. |