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Centrais
realizam 6ª Marcha a Brasília em defesa da redução da jornada e do pré-sal
CUT, CGTB, CTB. Força Sindical, NCST e UGT
realizam na próxima quarta-feira (11), em Brasília, a 6ª Marcha da Classe
Trabalhadora. As principais bandeiras do movimento sindical este ano será a
redução da jornada para 40 horas, a política de valorização do salário
mínimo e a defesa dos recursos do pré-sal.
“Antecedendo a mobilização, a CUT realizará um
acampamento em Brasília, a partir de segunda-feira (9), com 500
sindicalistas, que vão preparar a recepção dos parlamentares, panfletagens e
bandeiraços no Distrito Federal, além de uma vigília no Congresso Nacional",
informou o secretário geral da entidade, Quintino Severo.
Na avaliação do presidente da Força Sindical e
deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), a pressão colocada por
dezenas de milhares de trabalhadores em Brasília é um elemento essencial
para acelerar a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC 231/95)
que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de
salário e aumenta para 75% o valor da hora extra.
Para Antonio Neto, presidente da Central Geral
dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), “a sociedade está fervilhando com a
discussão sobre assuntos que poderão mudar - para melhor ou para pior – a
história do Brasil. E as centrais sindicais têm muita responsabilidade com
isso, pois fomos nós que puxamos e defendemos a necessidade da redução da
jornada de trabalho para 40 horas, o monopólio da Petrobrás sobre o pré-sal,
o direcionamento dos financiamentos públicos para empresas nacionais, entre
outros temas. Estamos seguros de esta será a maior marcha que já
realizamos”.
Na convocação para a 6ª Marcha, o movimento
sindical também está mobilizando pela aprovação da política de valorização
do salário mínimo negociada pelas centrais com o governo (PL 01/07) e a PEC
438/01, contra o trabalho escravo; a ratificação das Convenções 151 e 158 da
OIT (que estabelece a negociação coletiva no serviço público e põe fim à
demissão imotivada) e a retirada dos PLs da Terceirização (4302/98 e
4330/04), que precarizam as relações de trabalho.
O documento das centrais estabelece a defesa do
pré-sal como prioridade, para que suas riquezas “fiquem nas mãos do povo
brasileiro e sejam usadas para ampliar os investimentos no desenvolvimento
nacional, com mais recursos para a saúde, educação, reforma agrária, meio
ambiente, ciência e tecnologia". |