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Corporações Johnson&Johnson, Nokia
e HSBC anunciam demissões em massa
A corporação norte-americana Johnson & Johnson anunciou, no dia 2, que irá
demitir em torno de 8.500 operários. Uma demissão massiva que significa um
corte de 7% do total de seus funcionários. A empresa pretende manter a
produção nos mesmos níveis elevando assim a carga de trabalho sobre os que
seguirem empregados.
A empresa ADP, especializada em recursos humanos, anunciou resultado de
pesquisa em que o setor privado nos EUA registra perda de 203 mil postos de
trabalho em outubro, sendo 65 mil na indústria, 51 mil da construção civil e
86 mil no setor de serviços. Patamar pouco inferior ao de 227 mil
trabalhadores que no mês de setembro se juntaram ao contingente de
desempregados no país, apesar dos anúncios propa-lados na mídia de que a
economia norte-americana “reage” e que o país “sai da recessão”.
Muita vontade, particularmente da mídia local, de agradar o governo dos EUA.
Para dizer isso, foi usada a informação de que o PIB norte-americano havia
crescido 3,5%. Só que omitia o real significado do fato de que a taxa de
3,5% era anualisada.
Ou seja, o tal “crescimento de 3,5%” só ocorre se o mesmo comportamento
observado no terceiro trimestre deste ano se repetir por mais três
trimestres consecutivo. Quer dizer ainda que o crescimento que aconteceu no
terceiro trimestre foi de pífios 0,87% com relação ao trimestre anterior. E
mais, com relação ao mesmo trimestre do ano anterior o que houve foi ainda
uma queda de 2,3%.
Mas os sinais não são de que a economia vai seguir nessa trajetória, ao
contrário, o mês de setembro foi de resultados inferiores aos dos dois
primeiros meses do terceiro trimestre e esta pouco substancial inflexão é
fundamentalmente devido a um estímulo governamental à compra de carros novos
da ordem de US$ 3 bilhões que acaba de terminar.
O informe do Departamento de Comércio é bem explícito sobre os efeitos deste
tipo de “recuperação” sobre o desemprego nos EUA. Na nota à imprensa do dia
29 de outubro destaca que “a virada nos indicadores cruciais do mercado de
trabalho…a exemplo da taxa de desemprego, tipicamente ocorre depois de uma
virada no PIB. E vai ser necessário crescimento sustentado e robusto do PIB
para trazer a taxa de desemprego para baixo de forma substancial”.
A mais recente afirmação de Barack Obama vai na mesma direção. “Antecipamos
que continuaremos a ver mais perdas de empregos nas próximas semanas e
meses”, afirmou o presidente.
Na Europa o quadro das demissões nas grandes corporações também é
desalentador: a Nokia Siemens – agora uma “joint venture” entre a finlandesa
Finland’s Nokia Corp e a alemã Siemens AG - informa que realizará cortes em
massa da ordem de 9% em sua força de trabalho; cerca de 6 mil funcionários
podem aguardar demissão em uma das maiores empresas do mundo em termos de
vendas de aparelhos de telecomunicação (é responsável pela venda de 25% dos
celulares).
A Nokia informou prejuízos de 559 milhões de euros no terceiro trimestre do
ano. A empresa que lida com especulação Bloom-berg havia previsto um lucro
de 367 milhões de euros para a Nokia, no mesmo período. Disse que as
“previsões” tinham por base “média de analistas consultados”. Diretores da
empresa anunciaram que “a Nokia está otimista para o futuro”, apesar de sua
vendas terem caído 24% nos nove primeiros meses do ano.
As notícias são de que o HSBC anunciou planos de corte de 1.700 empregos só
na Inglaterra. |