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Venezuela condena morte de dois soldados do país por
paramilitares colombianos
Governo venezuelano denuncia que os
assassinatos estão relacionados com luta contra o narcotráfico dentro da
Venezuela, o que desagrada os paras que atuam à larga na Colômbia.
O vice-presidente e ministro da Defesa da Venezuela, Ramón
Carrizález, afirmou, durante entrevista na última terça-feira, que o governo
não permitirá que elementos violentos da política colombiana continuem com
os planos cons-pirativos contra a Venezuela.
As declarações foram dadas após o assassinato
de dois membros da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) na fronteira entre
Venezuela e Colômbia, na segunda-feira. O governo venezuelano afirma que os
soldados foram assassinados por paramilitares colombianos.
Os soldados que estavam em um posto de vigia
na ponte Simon Bolívar, que liga os dois países no estado de Táchira, foram
baleados por motoqueiros. Após o ataque, a fronteira foi fechada do lado
vene-zuelano por um curto período e reaberta posteriormente.
A morte dos soldados foi o mais recente
incidente numa série de problemas na fronteira entre os dois países,
incluindo prisões de ambos os lados e a descoberta de 10 corpos que a
Venezuela afirma ser principalmente de paramilitares colombianos.
“A luta contra o narcotráfico será ampliada
porque o governo nacional não permitirá que estes elementos violentos da
política colombiana continuem com os planos conspirativos para
desestabilizar e criar caos na Venezuela”, afirmou o vice-presidente
venezuelano, que também é ministro da Defesa. Na última sexta-feira, o
governo venezuelano apreendeu em seu território uma tonelada de cocaína
oriunda do país vizinho.
Carrizález destacou que a Força Armada
Nacional está mais reforçada do que nunca por todos os componentes que a
integram e que não permitirão que paramilitares tomem posse das fronteiras
venezuelanas.
O vice-presidente acrescentou que ações como
as ocorridas na última segunda-feira na fronteira, onde foram assassinados
dois membros da Guarda Nacional Bolivariana (GNB), cumprem com a
cumplicidade do governador do estado de Táchira, César Pérez Vivas.
“Estas ações têm se intensificado neste
último ano no estado de Táchira, com o olhar complacente do governador Pérez
Vivas, e porque não dizer, com cumplicidade porque se têm provas suficientes
de reuniões com a Colômbia para deixar passar paramilitares e desestabilizar
o governo”, afirmou Carrizález.
Carrizález ressaltou que com a instalação das
bases militares norte-americanas na Colômbia, este país está se convertendo
em uma grande base militar ianque que põe em risco a segurança da Venezuela
e de toda a América Latina. |