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Ibrahim Al Duri forma a
Frente Nacional de Salvação do Iraque
Al Duri, dirigente do
Partido Baas e comandante da Resistência, disse que a nova Frente “inclui
sob sua bandeira mais de 50 facções da Resistência histórica” a fim de
mobilizar a nação “para atingir a fase decisiva da batalha para a libertação
da pátria”
Ao comunicar, de Bagdá, a formação da Frente Nacional de Libertação,
Salvação e Jihad, para ultimar a expulsão dos invasores e seus lacaios, o
secretário-geral do Partido Baas, e comandante da Resistência, Izat Ibrahim
Al Duri, anunciou os próximos passos: as forças patrióticas já preparam a
constituição de um governo de transição amplo e de um Conselho para convocar
eleições e reerguer o Estado iraquiano.
“Após a retirada dos invasores ou sua fuga”, assinalou Al Duri, será
instaurada “uma coordenação entre todas as facções da Resistência e todas as
forças, dentro e fora do Iraque, que rejeitaram a ocupação, para estabelecer
um Conselho Nacional e formar um governo de transição, com as tarefas de
assumir os assuntos do país, o atendimento ao povo, e convocar eleições”.
Também terá a incumbência de restaurar as forças armadas e outros órgãos
legítimos declarados extintos pela ocupação.
Al Duri afirmou que a nova e mais ampla Frente “inclui sob sua bandeira mais
de 50 facções da Resistência histórica” a fim de mobilizar todas as energias
do povo e da nação “para atingir a fase da batalha decisiva e conquistar uma
vitória clara e inapelável, e a libertação total e completa da nossa amada
pátria”.
“Hoje, os Mujahideens da Resistência estão batendo às portas da vitória
clara e incontestável”, assinalou o comandante iraquiano, completando que
tal vitória “requer mais unidade e coordenação”, uma aliança ainda maior,
para “libertar o Iraque de todo tipo de colonialismo, hegemonia, exploração
e submissão”.
Ele reafirmou os princípios da fase de libertação, ainda em andamento. A
continuação da luta “até a completa e total libertação”; que “a Resistência
iraquiana, em todas as suas formas e cores, seja armada ou não, é a única
representante do Iraque e do seu povo generoso”; “nada de negociações com o
inimigo até que ele se decida a total e integral retirada do nosso país e
reconheça a Resistência sem qualquer restrição ou condições”.
“A Frente acredita num Iraque único, unido, árabe e islâmico, como uma
terra, um povo, uma história e uma civilização, que incluiu etnias,
religiões e comunidades vivendo fraternalmente uns com os outros através de
sua longa e gloriosa história, e que representa o segredo de sua
criatividade, generosidade, civilização e progresso”, ressaltou o líder da
Resistência.
Ao encerrar sua mensagem, Al Duri dirigiu uma saudação de profundo respeito
com os heróis intrépidos na batalha e em todos os campos de batalha. “Uma
saudação de respeito e orgulho ao nosso digno e generoso povo que abraçou a
Resistência e a sustentou com todo tipo de ajuda e apoio, e ainda o faz!”
Continuando, “uma saudação aos homens e mulheres de bem em nossa gloriosa
nação árabe, que se levantaram em apoio à Resistência”.
SAUDAÇÃO
O comandante iraquiano dirigiu-se, então, “ao líderes árabes irmãos que
rejeitaram a ocupação e se opuseram a ela, e se ergueram com o povo do
Iraque e sua Resistência após a ocupação, dando apoio e desejando vitória
aos mujahideen”. “Uma saudação aos povos do mundo que se manifestaram contra
a ocupação”, acrescentou Al Duri, saudando ainda “todos os países que
rejeitaram a ocupação, se opuseram a ela e jamais a reconheceram ou se
submeteram à pressão deles”.
Para terminar, ele se dirigiu aos combatentes iraquianos: “até que nos
encontremos na vitória final nas margens do eterno Rio Tigre, em Bagdá”.
ANTONIO PIMENTA
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