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Pentágono abre o jogo:
“base na Colômbia facilita guerra rápida dos EUA na região”
Como diz a sabedoria popular, mentira tem perna curta. Agora, o próprio
Pentágono, através de uma de suas publicações, o “Livro Branco da Defesa”,
pôs por terra a mentira de que as bases dos EUA na Colômbia seriam apenas
para interferir internamente ao país “combatendo a guerrilha e o
narcotráfico”. Era o que o governo Uribe e Washington andaram garantindo,
embora se negando assinar embaixo. Mas, precisa o texto, “garante o acesso
ao continente inteiro, com exceção da região de Cabo de Hornos, se o
combustível está disponível, e a mais da metade do continente sem ter de
reabastecer”.
O livro do Pentágono comete, ainda, a indiscrição de confessar que “governos
antiestadunidenses” da região estão na mira do comando. Mais exatamente, os
EUA “obtêm uma oportunidade única para as operações de espectro completo em
uma sub-região crítica do nosso hemisfério”, sujeita a “insurgências
terroristas financiadas com o narcotráfico”, “pobreza endêmica” e “desastres
naturais”. Acrescenta a publicação que a ocupação de Palanquero “aprofundará
nossa capacidade de conduzir operações de Inteligência, Espionagem e
Reconhecimento (ISR)” e “aumentará nossa capacidade de guerra rápida”.
Como nas outras 800 bases dos EUA ao redor do planeta, se os 800 soldados e
600 mercenários norte-americanos de Palanquero assassinarem ou estuprarem,
terão imunidade, não serão julgados pela lei colombiana e sim por uma corte
norte-americana e vão acabar distribuindo uma cesta básica em alguma
comunidade da Virgínia.
PALANQUERO
Em agosto, um subsecretário do Pentágono havia dito que não havia “nada de
novo” sobre Palanquero, além dos US$ 46 milhões concedidos pelo Congresso
dos EUA para “melhoramentos”.
A.P.
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