|
França: Trabalhadores
do banco Société Générale
preparam greve pela recuperação dos salários
Os trabalhadores do banco francês Société Générale poderão entrar em greve
no próximo dia 24 de novembro.
Depois de vários dias de negociações com os representantes dos donos do
banco, a Associação Francesa dos Bancos, não se chegou a nenhum acordo sobre
as reivindicações dos empregados de valorização e recuperação das perdas dos
salários, com reposição prevista para o ano de 2010, e mais 2% de aumento
agora, apresentadas pelo sindicato e a Intersindical.
Os empregados dos bancos reclamam também do aumento do número de clientes
que são obrigados a atender anualmente, o que torna cada vez mais pesada a
carga de trabalho individual diária.
A Associação dos Bancos responde com uma proposta de “manter a austeridade
num contexto econômico de incertezas e de crise” e que em vez de 2% de
aumento 0,7% é o que é possível.
“0,7% é uma afronta” disse o representante da CGT Michel Marchet, e que
“aumentar em 25% ao ano o número de clientes é uma injustiça inaceitável”.
Diante da inflexibilidade, os sindicatos optaram por deixar de negociar com
a AFB e retomaram a negociação banco a banco.
A tensão subiu muito entre os trabalhadores e os representantes do HSBC –
France que só aceitam valorizar – recuperar as perdas – dos que recebem no
máximo 28 mil euros por ano.
Os bancos, que receberam grandes recursos do Estado francês e auferiram
grandes lucros em meio à maior crise econômica vivida pelo país, se
aproveitam do maior índice de desemprego já registrado para reduzir os
salários e precarizar as condições de trabalho. Fora isso, pensam muito nos
grossos “bônus” que precisam pagar aos seus altos executivos com o dinheiro
dos franceses. Os trabalhadores e seus sindicatos resistem e se mobilizam
para não perderem ainda mais do que conquistaram com anos de luta e
mobilização.
Os trabalhadores de vários bancos discutem a possibilidade de se unirem à
luta dos funcionários do Societé Générale e engrossarem a greve pelas mesmas
reivindicações, atendendo ao chamado dos sindicatos e das centrais
sindicais.
|