|
Para Fiesp, atual modelo não anula o
direito dos brasileiros ao ressarcimento
O
presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo
Skaf, afirmou que “providências urgentes devem ser adotadas para corrigir em
definitivo o problema e, sobretudo, para ressarcir aos consumidores os
valores pagos a mais nas contas de luz em decorrência das inconsistências na
metodologia que estabelece o cálculo da tarifa nos últimos sete anos”.
Segundo
Skaf, “os cerca de sete bilhões de reais indevidamente transferidos às
concessionárias distribuidoras de energia no período são recursos que fazem
muita falta aos cidadãos, às famílias e às empresas”. Ele ressaltou que “o
valor é quase equivalente aos investimentos na construção da Hidrelétrica de
Jirau, no rio Madeira”.
Na avaliação de Skaf, “foi importante a Aneel ter reconhecido, publicamente,
a inconsistência da metodologia. Por outro lado, o fato de considerar não
haver ilegalidade no procedimento por parte das distribuidoras não anula o
direito dos brasileiros ao ressarcimento”.
“A
cobrança indevida agrava ainda mais o impacto negativo da energia elétrica
na competitividade da indústria, inclusive nas exportações”, prosseguiu Skaf.
“O
consumidor, por sua vez, é duplamente penalizado, pois paga o que não deve e
arca com o repasse desse ônus aos preços de praticamente todos os produtos.
Portanto, é premente e inquestionável o ressarcimento imediato do dinheiro
pago a mais por pessoas físicas e jurídicas! É um ato de justiça!”,
ressaltou o presidente da Fiesp.
|