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Congresso do PCdoB traça novos rumos para o partido
O 12º congresso nacional do PCdoB foi encerrado
domingo (8), no Centro de Convenções do Anhembi, em São Paulo, com a eleição do
Comitê Central composto por 105 membros, que irá conduzir a atuação do partido
pelos próximos quatro anos. Renato Rabelo foi reconduzido pela terceira vez à
presidência da agremiação. A secretária de Ciência e Tecnologia de Pernambuco e
ex-prefeita de Olinda, Luciana Santos, foi escolhida vice-presidente. A escolha teve a participação de 868 delegados, dos
954 que foram credenciados.
“O emblema do atual momento é outro. É o de o
Brasil ter desmontado a ALCA, se livrado do FMI, criado oito milhões de
empregos, dado aumento real e continuado ao salário mínimo, retirado 32 milhões
de pessoas da linha da pobreza e mobilizado 4,5 milhões para discutir políticas
públicas nas Conferências”, afirmou Rabelo na abertura do congresso, que teve a
participação de Lula e vários ministros, entres os quais Dilma Roussef.
Segundo o secretário nacional de Organização do
PCdoB, Walter Sorrentino, o critério de escolha da lista apresentada aos
delegados no início do encontro foi “o da contribuição que cada integrante dará
para a construção de uma direção que tem o desafio de preparar o partido para as
novas e importantes tarefas”. Walter Sorrentino avaliou que um dos principais
resultados da atuação da sigla nos últimos quatro anos foi o crescimento de 50%
do partido.
A composição da lista teve como objetivo
aumentar o número de trabalhadores sindicalistas; incorporar trabalhadores do
campo; agregar mais jovens, sobretudo de 20 a 30 anos; incorporar mais mulheres,
adotando a cota mínima de 30%; incluir quadros mais atuantes na luta de idéias,
cientistas, artistas, acadêmicos; ampliar, tanto que possível, a presença de
presidentes estaduais do partido; e conferir a integrantes de comissões a
autoridade de membro do colegiado.
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