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DD forjou foto de
depredação para esconder sua grilagem, diz Sem-Terra
O Movimento dos Sem-Terra (MST) refutou as
acusações de que o movimento depredou duas fazendas de Daniel Dantas, ocupadas
pelos sem-terra. “Fizemos protestos pacíficos para cobrar a retomada das áreas
griladas. Não houve destruição nem depredação. Os latifundiários querem
estigmatizar os nossos protestos como violentos para impedir as lutas sociais e
manter suas terras griladas”, esclarece Maria Raimunda, da coordenação nacional
do MST.
“Não há nenhuma garantia de que as famílias do
nosso movimento foram responsáveis pelo que está nas fotos nem que foram tiradas
depois dos nossos protestos”, disse a dirigente dos sem-terra.
O MST questionou a autenticidade das fotos
divulgadas pela mídia. Maria Raimunda relatou que foi realizado um ato pacífico
na sede da Fazenda Maria Bonita (Eldorado dos Carajás), do grupo Santa Bárbara,
de propriedade do banqueiro Daniel Dantas. Segundo ela, essa fazenda está
ocupada desde julho de 2008 por 450 famílias que cobram a retomada da área que é
grilada, conforme estudo do Iterpa (Instituto de Terras do Pará). Após o ato, as
famílias fizeram um protesto na rodovia PA-150.
O movimento denuncia as agressões de esquadrões
da morte contratados pelos latifundiários e donos de agronegócio. “O braço
agropecuário do Daniel Dantas está usando milícias armadas e irregulares para
ameaçar os trabalhadores”, diz. “Essas milícias são clandestinas e atuam no
sentido de combater os movimentos sociais do campo e perseguir os trabalhadores
acampados”, denuncia. De acordo com o movimento, quatro pessoas foram
sequestradas pelos esquadrões da morte. Nos últimos meses, mais de 18
trabalhadores foram baleados por ações desses grupos. |