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Trabalhadores rejeitam aumento de 0,55% proposto
pela Cemig
Os funcionários exigem aumento real de 9,9% e
também o fim das terceirizações
Os sindicatos dos trabalhadores da Cemig
(Companhia Energética de minas Gerais), em
campanha salarial unificada, rejeitaram a
proposta da empresa de apenas 0,55% de aumento
real. A reivindicação dos trabalhadores é 14,66%
de reajuste, sendo 9,9% de aumento real, entre
outros pontos.
A rejeição por praticamente 100% dos
trabalhadores ocorreu em assembleias realizadas
na Cidade Industrial, Anel Rodoviário e na sede
da empresa. “A proposta é muito ruim, é
indecorosa. Os pontos econômicos são ridículos e
não refletem em nada o faturamento da empresa”,
afirmou o eletricista Aladir Alexandre, do
Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na
Indústria Energética de Minas Gerais (Sindieletro-MG).
Além de aumento real por produtividade de 9,9%,
os sindicalistas exigem que o piso salarial do
Plano de Nível Universitário (PNU) corresponda a
8,5 salários mínimos e que o piso salarial do
Plano Técnico e Administrativo Operacional
corresponda a 50% do piso salarial do PNU.
Os funcionários da companhia também reivindicam
o fim da terceirização de atividades nas
empresas do grupo Cemig, ressaltando a
necessidade de realização de concurso público
para que as atividades que estão terceirizadas
sejam exercidas por trabalhadores próprios das
empresas e que ela pague 50% do valor das
despesas efetuadas pelos empregados com
educação, estendendo o Auxílio Educação a todos
os empregados.
“Sabemos das mentiras e estratégias da empresa.
Existem armadilhas que nós precisamos prestar
atenção. Querem atacar nossa Participação nos
Resultados (PR), reduzir mais pessoal e
terceirizar cada vez mais. Nós precisamos nos
manter mobilizados e reagir a essas
estratégias”, ressaltou o diretor do Sindieletro,
Jobert Fernando de Paula.
Para o Marcelo Correia, também diretor do
Sindieletro, “agora é que os gerentes vão fazer
mais pressão na tentativa de desmobilizar os
trabalhadores, e nossa reação deve se
concretizar com muita resistência e mais
disposição para a luta”.
Na segunda-feira, dia 9, em reunião com os
sindicalistas, a Cemig apresentou duas
alternativas para apreciação dos trabalhadores,
elevando em praticamente nada a proposta
inicial: a primeira alternativa propõe
recomposição das perdas em 4,20% mais aumento
real de 0,60%. A segunda apresenta a
recomposição de 4,20% e aumento real de 0,75%,
variando, desta forma, o auxílio educação e
Participação nos Resultados Extra.
Para Nilo Sérgio Gomes, presidente do Sindicato
dos Engenheiros de Minas Gerais (Senge-MG), a
diferença da proposta em relação à reivindicação
é enorme, e, conforme a entidade, a empresa
também não respondeu sobre o pagamento do
adicional de periculosidade aos engenheiros que
trabalham em áreas de risco. “A expectativa de
um PCR (Plano de Cargos e Remuneração) que
valorize o trabalhador também deixou a desejar.
Há uma distância enorme entre o que foi pedido e
o que a empresa está propondo”, afirmou Nilo.
Além dos eletricitários e engenheiros, a
mobilização envolve trabalhadores urbanitários,
administradores, secretárias, economistas,
arquitetos, contabilistas e técnicos de
segurança do trabalho. |