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Mobilização
na Motorola garante reajuste de 8,43%
Após a mobilização na multinacional
norte-americana Motorola, paralisação nos três turnos, e indicativo de
greve, os trabalhadores da empresa em Jaguariúna conquistaram reajuste
salarial de 8,43% (cerca de 2,6% de aumento real). A proposta inicial da
empresa era de 5,77%. O índice que se igualou ao de empresas
eletroeletrônicas da região como Samsung e Foxconn.
Com a aprovação por unanimidade, o reajuste
salarial será válido a partir de 1º de janeiro de 2010. Conforme o Sindicato
dos Metalúrgicos de Jaguariúna e Região, filiado à CTB, a categoria
conseguiu ainda um abono de 19,29%, a ser pago no dia 10 de dezembro deste
ano. Os salários acima de R$ 4.300,00 receberão o valor de R$ 829,47 de
abono e terá um acréscimo fixo de R$ 362,49 no pagamento a partir de
janeiro. O piso salarial terá o mesmo índice de correção do reajuste
salarial.
A campanha na Motorola, que envolveu cerca de 4
mil trabalhadores, garantiu também a renovação por mais dois anos das
cláusulas sociais da Convenção Coletiva de Trabalho, garantindo estabilidade
e auxílio-doença em caso de acidente de trabalho ou enfermidade. A empresa
não irá descontar as horas paradas em decorrência das assembleias realizadas
pelo sindicato na porta da fábrica.
“Conseguimos uma grande vitória graças à
mobilização e à luta de todos. Mas não vamos parar por aqui, temos que
partir para cima da empresa para acabar com esse abuso que são os contratos
de trabalho temporários que lesam os trabalhadores”, afirmou o presidente do
SindMetal, Edison Cardoso de Sá.
Os sindicatos de metalúrgicos, que têm data-base
em 1º de novembro, estão em negociação da Campanha Salarial 2009 com as
entidades patronais.
De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de
São Paulo e Mogi das Cruzes, a categoria já fechou mais de 150 acordos
diretamente com as empresas da base, que estabeleceram aumentos entre 7% e
8%, mais abono médio de 21%, e beneficiaram cerca de 24 mil trabalhadores. |