|
Sem a restituição do presidente Zelaya,
‘eleições’ serviriam para legitimar fraude
A
Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado de Honduras declarou
em comunicado, segunda-feira (9), não reconhecer as “eleições” convocadas
pelos golpistas para o próximo dia 29. “Ao haver vencido o prazo, sem ter
sido restituído o presidente legitimo Manuel Zelaya, declaramos nosso
desconhecimento ativo deste processo eleitoral”.
O comunicado ressalta que mesmo que haja a restituição de Zelaya, dias antes
do processo, não seria possível desmantelar a fraude forjada para dar
continuidade ao projeto antidemocrático e repressor. “Não renunciamos a
nossa exigência fundamental de regressar a Honduras a ordem institucional,
que inclui o retorno do presidente Zelaya ao cargo a que foi eleito pelo
povo hondurenho”, destaca a Frente, reafirmando a necessidade de instalação
da Assembleia Nacional Constituinte, “única via para dotar o país de um
sistema político democrático e que inclua a população”.
“Denunciamos a atitude cúmplice do governo dos EUA, que manobrou para
dilatar a crise e agora mostra sua verdadeira intenção, de validar o regime
golpista e assegurar que o próximo governo seja dócil aos interesses das
companhias transnacionais e seu projeto de controle regional”, afirma o
documento. A Resistência considera correta a decisão de Zelaya de “declarar
fracassado o Acordo de Tegucigalpa, que forma parte da estratégia
norte-americana de dilatar sua restituição para validar o processo
eleitoral”.
Convocando a população a somar-se às ações de repúdio à farsa e a promover
as ações seguindo o direito constitucional de desobediência e insurreição
popular, a Frente conclama aos governos e povos irmão do mundo, “a manter a
pressão política para derrotar a ditadura militar imposta pela oligarquia e
o imperialismo, assim como a desconhecer as falsas eleições de 29 de
novembro e as autoridades espúrias”. |