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“Acordo” de Uribe converteu território colombiano em base
militar dos EUA
Foi tornado público o documento oficial da
Força Aérea do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, datado de maio
deste ano, sobre o acordo que outorga ao país o uso de 7 bases militares na
Colômbia, assinado em 30 de outubro.
Contrariamente ao que afirmaram o presidente Álvaro Uribe e o Departamento
de Estado americano, que repetiram publicamente que o acordo militar trata
somente de operações e atividades dentro do território colombiano para
combater o narcotráfico e o terrorismo interno, o documento da Força Aérea
explica que “Palanquero é sem dúvida o melhor lugar para investir no
desenvolvimento da infra-estrutura dentro da Colômbia. Sua localização
central está dentro do alcance das áreas de operações…na região…e sua
localização isolada ajudará…a minimizar o perfil da presença militar
norte-americana. A intenção é utilizar a infraestrutura existente...
melhorar a capacidade dos EUA para responder rapidamente a uma crise e
assegurar o acesso regional e a presença estadunidense a todo o continente
da América do Sul com a exceção de Cabo Horn…”
“O acordo militar com Washington não afetará em nada os países vizinhos”,
vem repetindo Uribe desde a reunião dos países da Unasul em Bariloche,
Argentina, meses atrás. O documento da Força Aérea dos EUA, porém, confirma
o contrário: “O desenvolvimento desta Localidade de Cooperação em Segurança
(CSL) em Palanquero nos dá uma oportunidade única para as operações de
espectro completo numa sub-região crítica no nosso hemisfério, onde a
segurança e estabilidade estão sob ameaça constante ...dos governos
anti-estadunidenses”. Nomear a Venezuela, o Equador, a Bolívia, entre
outros, não foi necessário.
O acordo militar entre Washington e Colômbia autoriza o acesso e uso de sete
instalações militares em Palanquero, Malambo, Tolemaida, Larandia, Apiay,
Cartagena e Málaga. E não se contenta com isso. Deixando exposta a
subserviência do governo de Uribe, o acordo permite “o acesso e uso das
demais instalações e localizações” por todo o território colombiano, sem
restrições. Junto com a imunidade plena que este acordo outorga aos
militares, civis e mercenários norte-americanos que entrarão no território
colombiano pelo convenio, Uribe assinou a autorização para que os EUA
utilizem qualquer instalação no país, incluindo os aeroportos comerciais e
civis.
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