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Desemprego de 17,5% nos
EUA é o maior desde
a crise de 1929
A escassez de postos
de trabalho já atinge 27 milhões de norte-americanos, segundo pesquisa do
Departamento de Trabalho no mês de outubro
O índice de desemprego nos EUA cresceu em outubro e atingiu 17,5% dos
norte-americanos em idade de trabalhar. Dados divulgados pelo Departamento
do Trabalho do governo dos Estados Unidos apontam para uma taxa oficial de
10,2% se considerados apenas os que buscaram trabalho nas últimas quatro
semanas.
Uma distorção pois deixa de incluir os que o Departamento de Trabalho chama
de “desencorajados” que deixaram de buscar emprego nas últimas semanas mas
que durante o último ano o haviam feito. Deixa de incluir também os que
estão no subemprego (biscates, empregos por parte do dia de trabalho) e que
gostariam de estar trabalhando jornada integral.
Considerados 154 milhões de pessoas em idade de trabalho –numa população
total de 236,6 milhões – o número de trabalhadores desempregados é de 26,95
milhões. Em setembro este número era de 26,56 milhões, ou seja, de 17%. Um
em cada seis trabalhadores norte-americanos estava desempregado ou no
subemprego no mês de outubro.
O número ultrapassa o recorde atingido em décadas, durante a recessão de 82,
em dezembro daquele ano, que foi de 17,1% de desempregados.
A taxa de desemprego chega a superar os 20% em Estados onde a bolha da
especulação via hipotecas foi maior, em Estados como Califórnia e Arizona ou
que têem os maiores parques industriais atingidos pela recessão, tais como
Mi-chigan, Ohio, Oregon, Rho-de Island e Carolina do Sul.
A empresa ADP, especializada em recursos humanos, anunciou resultado de
pesquisa em que o setor privado nos EUA registra perda de 203 mil postos de
trabalho em outubro, sendo 65 mil na indústria, 51 mil da construção civil e
86 mil no setor de serviços. Patamar pouco inferior ao de 227 mil
trabalhadores que no mês de setembro se juntaram ao contingente de
desempregados no país, apesar dos anúncios propalados na mídia de que a
economia norte-americana “reage” e que o país “sai da recessão”.
“A medição ampliada do nível de desemprego começou a ser feita em 1994
apenas mas, de acordo com economistas do Departamento do Trabalho se este
tipo de estatística fosse empregado no período da chamada Grande Depressão
iniciada em 1929, o índice mais alto seria o de 30% em 1933”, é o que afirma
o repórter David Leonhardt em matéria publicada no New York Times.
A profundidade da crise dos EUA se reflete no saldo negativo de empregos.
Para os cerca de 27 milhões de desempregados existe - segundo dados do New
York Times – a oferta de 2,4 milhões de empregos, ou seja, uma relação de 11
desempregados para cada emprego ofertado.
Obama que tem tomado medidas para tentar criar empregos, anunciou portaria
que vai estender os benefícios do seguro-desemprego. No entanto, as medidas
do novo governo que não desmontam a centralização da economia na mão das
corporações financeiras causadoras da crise não conseguiram reverter o
quadro de paralizia da economia e sufoco do povo. |