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Kim Yong Nam
presidente do Presidium da Assembléia Popular:
“Ao invés de firmar um
Tratado de Paz, os EUA encheram a Coréia do Sul de armas nucleares”
Em
outubro último uma delegação da FDIM – Federação Democrática Internacional
de Mulheres esteve na República Popular Democrática da Coreia (RPDC) a
convite da União Democrática Nacional das Mulheres Coreanas, através de Ro
Song Gil sua presidente.
Entre as várias atividades e reuniões, Márcia Campos presidente da FDIM e
Berenice Rosa, Coordenadora da Mulher da Prefeitura de Campinas foram
recepcionadas por Kim Yong Nam, presidente do Presidium da Assembléia
Popular, órgão máximo do poder legislativo do país.
Em seu pronunciamento Kim Yong Nam fez importantes colocações sobre a
situação da RPD da Coreia e a questão nuclear, sobre o movimento das
mulheres na Coreia e no mundo e de agradecimento à solidariedade da FDIM à
luta das mulheres e do povo coreano por sua soberania e pela reuni-ficação
da Pátria do qual publicamos os principais trechos.
(R.C.)
Senhora Márcia Campos:
“Muito obrigado por suas palavras sinceras e de solidariedade. Por sua
decisão de
enviar seu apoio à luta de nosso povo pela construção socialista e pela
reunificação da Pátria.
“Nosso Exército, nosso povo – homens e mulheres – mantendo alto a política
de Songun (de prioridade na defesa) do grande dirigente Kim Jong Il lutam
por levar a cabo a causa revolucionária Zuche empreendida pelo querido líder
Kim Il Sung.
“Os EUA exercem por todos os lados arbitrariedades e coação contra os países
soberanos e anti-imperialistas, contra os países que avançam para o
socialismo. Aprovam todo tipo de sanções contra nosso país na vã tentativa
de estrangular nosso socialismo.
“Nosso país, outrora débil, sofreu a desgraça de ser vítima de potências
vizinhas até entregar às mãos japonesas a soberania nacional.
“A Coreia atual não é a mesma dos tempos passados. Nosso país, hoje, ostenta
para o mundo o poderio político, ideológico e militar graças à incansável
direção revolucionária de Songun.
“Nosso país é um país pequeno e está dividido em duas partes por força
estrangeira. Tal situação nos obriga a possuir armas nucleares. Nós não as
elaboramos para invadir países mas para impedir as ameaças e ataques
preventivos dos EUA e defender a dignidade da nação e a soberania do país.
“O surgimento do problema nuclear na península coreana é indubitavelmente
fruto da política hostil dos EUA contra a Coreia.
“São os norte-americanos que utilizam armas nucleares na guerra coreana para
estrangular nossa República. São os ianques que realizam indefinidamente
muitos ensaios militares para a guerra nuclear com o nome da RPDC na lista
de seus objetos de ataque nuclear preventivo.
“Se não houvesse essas persistentes ameaças nucleares dos ianques nós não
teríamos fabricado armas nucleares. Nós não tivemos outra opção.
“Os EUA com o propósito de realizar a política de hegemonia no grande
continente asiático, com o fim de seguir controlando o Japão, formar um
cerco à China e à Rússia e controlar toda a Ásia tendo como base a península
coreana, chegaram a instalar anteriormente mais de 1000 armas nucleares na
Coreia do Sul. Uma clara manifestação da política hostil dos EUA contra a
Coreia e um movimento militar perigoso colocando à frente do ataque a Coreia
do Sul.
“Os EUA, em lugar de aceitar nossa proposta pacífica de trocar o Tratado de
Armistício entre a Coreia e os EUA por um Tratado de Paz, ameaçam dar um
golpe preventivo surpresa, com uma segunda guerra coreana, mobilizando as
tropas ianques que ocupam o Sul da Coreia e as forças do exército títere
sul-coreano.
“Se os EUA renunciassem, ainda que tarde, a sua política hostil adotando uma
relação regular com a Coreia nós trataríamos os EUA de forma amistosa e não
nos fariam falta as armas nucleares.
“As últimas palavras do grande líder Kim Il Sung foram sobre a
desnuclearização da Península Coreana.
“A partir do momento em que obtivemos a força do poder nuclear os EUA
tiveram que abandonar a ilusão de tomar a Coreia pelo poder militar e
passaram a tentar isolar e estrangular economicamente a Coreia.
“No ano de 1994, quando o presidente Kim Il Sung encontrou-se com o
presidente norte-americano Carter disse, com segurança, que nós nunca fomos
liberados das sanções dos EUA. Temos vivido sobre as sanções e a política
hostil dos EUA segue sobre as nossas cabeças. Até agora superamos todas elas
por isso, não nos importa se os EUA seguem ou não aplicando sanções ao nosso
país.
“O povo coreano com a firme vontade de cumprir todas as orientações do
querido general, tem desenvolvido uma ofensiva geral na construção de um
potência econômica próspera. Fruto disso já foram cumpridos 112% do plano de
150 dias. A produção industrial aumentou 1,2 vezes mais que no ano passado e
temos inaugurado centenas de obras que contribuem com o desenvolvimento
econômico em benefício do povo.
“A crise econômica que influi severamente contra o desenvolvimento econômico
e arrasta todo o mundo é o resultado inevitável da velha ordem econômica
internacional.
“Manifestamos nosso total apoio ao esforço internacional para estabelecer
uma nova ordem econômica internacional baseada no respeito à soberania,
igualdade, amizade, colaboração e solidariedade.
FDIM
“A Federação Democrática Internacional das Mulheres é uma entidade feminina
internacional muito poderosa.
“Nosso partido e o governo da República dedicamos uma profunda atenção às
atividades da União Democrática das Mulheres Coreanas e prestamos muita
atenção, também, às relações com a FDIM. O eterno presidente Kim Il Sung
encontrou-se com todas as delegações da FDIM todas as vezes em que visitaram
a Coreia. Em Abril de 1947 ele encontrou-se com a primeira presidente da
FDIM, a destacada ativista francesa, Eugenie Cotton. Em Maio de 1951, em
meio a guerra, encontrou-se com todas as delegadas do grupo de investigação
enviado pela FDIM. Em 1970 recebeu a ex-presidente, a finlandesa Jerta
Cuhusinen.
“Agora que Márcia Campos, a irmã de Claudio Campos, o primeiro
Secretário-Geral do Movimento Revolucionário Oito de Outubro, está na
presidência da FDIM esperamos que os laços de solidariedade entre a UCMD e a
FDIM se estreitem ainda mais.
“Nos dias da guerra pela libertação da Pátria contra a agressão
norte-americana, a FDIM realizou muitas atividades justas como mandar um
grupo de investigação para revelar todas as barbaridades e crimes desumanos
cometidos pelos norte-americanos. Isso não esquecemos nunca.
“Admiramos altamente a luta da FDIM que, desde sua fundação, até hoje, tem
lutado para salvaguardar a paz e a segurança mundial, pela liberdade das
mulheres levando alto a bandeira anti-imperialista.
“As mulheres coreanas desempenham um papel muito importante na construção da
economia coreana próspera. O grande líder camarada Kim Il Sung disse que as
mulheres formam uma força potente que impulsiona a outra roda da revolução.
“Durante o período da”marcha forçada” que foi o período mais difícil da
história da nossa república, nossas mulheres realizaram trabalhos
valiosíssimos, apesar de carregarem nas costas os pesados trabalhos
domésticos. Estamos orgulhosos de termos na Coreia mulheres excelentes como
estas.
“Agora todo o povo e as mulheres da Coreia mobilizam todo o poderio
espiritual da nação de Kim Il Sung na luta para materializar sua política de
oferecer uma vida melhor ao povo. O grande poder da unidade em torno do
general como uma só alma e o poder da política de Songun garantirão a
construção da potência próspera socialista.
“Estão se consolidando cada vez mais a solidariedade entre o Partido do
Trabalho da Coreia e o MR8, atual PPL - Partido Pátria Livre.
“Há pouco tempo me encontrei com amigos brasileiros e uma delegação do
partido brasileiro.
“Peço que saúdem em nosso nome o Presidente Lula.” |