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Major psiquiatra enlouquece e
fuzila 33 em base norte-americana
Um
psiquiatra que atendia soldados sob “stress de guerra” que voltavam do
Iraque e do Afeganistão na maior base dos EUA, no Texas, enlouqueceu e,
conforme o costume da terra, foi até o local de trabalho e fuzilou 13
militares e feriu mais duas dezenas. O caso se deu na quinta-feira, dia 5 de
novembro, e o atirador foi identificado como o major Nidal Malik Hasan. A
base de Fort Hood aquartela mais de 50 mil soldados.
No dia
seguinte, outro cidadão, em Orlando, na Flórida, resolveu uma pendência
trabalhista de dois anos dando tiros no ex-local de trabalho, matando uma
pessoa e ferindo cinco. Depois voltou para a casa da mãe e, quando a polícia
chegou, se entregou sem alarde. Na delegacia, disse apenas: “Eles me
deixaram apodrecer”.
Há quem
ache que o fator desencadeador foi a ordem do Pentágono para enviar para o
Afeganistão o 467º Destacamento de Controle de Estresse de Combate, da qual
o psiquiatra fazia parte. Dos 13 militares mortos a tiros, cinco integravam
o 467º ou a Reserva Médica, inclusive uma tenente-coronel, um major, dois
capitães e um sargento.
Hasan se
encontra hospitalizado, após ter levado quatro tiros e sido dominado. Outro
“Tiros em Columbine?” Já a mídia dos EUA passou a dizer que ele teria
supostos vínculos com a Al Qaeda, por ser filho de palestinos e muçulmano, e
freqüentar uma mesquita. Ou se encontrado com um pregador muçulmano iemenita
“radical”, que era considerado “moderado” enquanto morou nos EUA. Hasan
também teria dito que, após o 11 de Setembro, passou a ser muito
discriminado. |