A tecnologia como ideologia (2) 

Para retardar o mais possível a consciência para si da nação subdesenvolvida o dominador delibera antecipar-se à compreensão emergente do país atrasado oferecendo-lhe, com o prestígio da ciência emanada de sua fonte natural, a teoria geral do desenvolvimento, na qual figuram, a título de componentes essenciais, os motivos da vitória do processo econômico do país enriquecido e a tese, exposta como expressão da racionalidade da história, segundo a qual alguns povos foram predestinados a crescer mais do que outros, devendo estes aprender com aqueles 

ÁLVARO VIEIRA PINTO 

Continuação da edição anterior 

Desejaríamos em seguida alinhar alguns traços demonstrativos do caráter ideológico da tecnologia utilizada intencionalmente como instrumento de dominação. A tecnologia serve principalmente de ideologia para exportação. Destina-se a dar a teoria da técnica ao país retardado, antes que este, pela elevação de sua consciência nacional ao nível de existência para si, o faça por si mesmo. O colonizador, sem jamais o confessar e fingindo desconhecê-lo, sabe que este fato mais cedo ou mais tarde terá de ocorrer, mas, enquanto dispõe de meios para tanto, procura manter a diferencial histórica. Uma das maneiras mais eficazes de conseguir este fim consiste em apressar-se a exportar a ideologia da técnica.

Compreende-se por quê. Todo objeto incorpora em si uma ideia, originada no pensamento de alguém pertencente a uma sociedade determinada, na qual tem interesses. Estes acham-se em todos os atos praticados pelo indivíduo, inclusive na criação e fabricação dos objetos e produtos, materiais e culturais a serem exportados para áreas subdesenvolvidas. Evidentemente, os aparelhos assim introduzidos no meio pobre funcionam como suportes materiais da ideologia neles embutida e que veiculam, pelo simples fato de serem comprados de fora, dando a demonstração palpável, enunciando em linguagem muda a incapacidade do país importador de fabricá-los.

Tão irrecusável mensagem, materializada no objeto recebido, tornado falante, insistentemente propagandista em sua aparente mudez, tem duplo destinatário. Dirige-se à população em geral, que tem necessariamente de dobrar-se ao consumir os artefatos materiais ou culturais de origem alheia, e sobretudo aos “técnicos” nativos, incumbidos de recebê-los, distribuí-los, propagá-los, louvá-los, repará-los e, já em fase mais adiantada, fabricá-los no local sob patente, quer dizer, por ordem e em proveito do centro imperialista. A invasão cultural representada pela importação da tecnologia, com o consequente entupimento das vias de vazão do gênio criador nacional, manifesta-se no projeto elaborado e financiado pela potência imperial com o fim de usar a sua tecnologia para “formar escola” no país atrasado, ou seja, fazê-la passar, imperceptivelmente, pela tecnologia nativa. O sucesso dessa escamoteação depende apenas do tempo, repetição dos passes hipnóticos culturais e repressão das vozes denunciadoras.

Mas a tecnologia externa não poderia triunfar se não conduzisse efetivamente à realização de consideráveis e necessários empreendimentos, obras públicas, instalações fabris, institutos de ensino, especialmente técnico de grau superior, na área subdesenvolvida. Com esse movimento os invasores justificam a penetração, adquirindo defensores, sinceros em sua ingenuidade, e simultaneamente difundem no ar um impalpável sentimento de vaidade nacional pelas obras que o país está realizando, ao qual de certo modo dificilmente alguém pode escapar. O fato precede o raciocínio e acaba por dominar ou dissipar o último. O cidadão comum termina por se satisfazer com as “realizações” do país, totalmente incapaz de compreender ou lembrar-se que não são suas e sim da potência invasora. Orgulha-se com a “indústria nacional” dos outros instalada aqui. Nesse momento a alienação da consciência do país pobre e submisso torna-se completa. Não há mais “meu”, o meu é o alheio, ou seja, eu não sou mais eu, sou o outro. A doação de si em consequência da entrega dos bens materiais nem sequer tem o disfarce do colonialismo bruto e juridicamente proclamado, porque se o que é nosso passa a ser estranho o alheio continua sendo cada vez mais alheio. Amontoa-se assim o “saldo de gratidão”, ao que parece uma conta inesgotável, sobre a qual o espoliador pode sacar ilimitadamente.

Será difícil à inteligência autêntica e livre do país pobre contrabalançar o fascínio materializado no produto importado. A transformação não ocorrerá senão com a efetivação do legítimo desenvolvimento nacional, em meio a todos os obstáculos que lhe são opostos. Outra finalidade ideológica da invasão da tecnologia estrangeira consiste em oferecer à consciência indígena a explicação do seu estado de atraso. Encontramos aqui o nó vital do problema. Nada infunde maior pavor ao dominador do que a descoberta da dominação. Em sua consciência culpada, acredita jamais ser denunciado, porque também julga ser a sua única consciência pensante. O colonizado, por definição, não pensa, justamente porque tudo quanto poderia pensar lhe foi antecipadamente transfundido de fora. A crença na incompetência do dominado determina a razão, com freqüência e implicitamente acolhida pelo explorador estrangeiro, de que se vale para afugentar ou negar qualquer eventual surto de má consciência instalando o homem de negócios, o político, o economista ou o sociólogo do país espoliador no tranqüilizante conforto moral dos sábios e dos justos.

Para retardar o mais possível a consciência para si da nação subdesenvolvida delibera antecipar-se à compreensão emergente do país atrasado oferecendo-lhe, com o prestígio da ciência emanada de sua fonte natural, a teoria geral do desenvolvimento, na qual figuram, a título de componentes essenciais, os motivos da vitória do processo econômico do país enriquecido e a tese, exposta como expressão da racionalidade da história, segundo a qual alguns povos foram predestinados a crescer mais do que outros, devendo estes aprender com aqueles.

Sobretudo importa fazer crer que tal situação tem efeito benéfico para os mais fracos, porquanto a recusa de aceitar a condição de receptores culturais do saber e de exportadores de matérias-primas criaria para eles uma realidade ainda pior, a da simples permanência no estado selvagem. Importa fazer crer que toda tentativa de libertação traz consigo o risco de uma desgraça maior, expõe o país a um retrocesso, ameaça levar o povo, já atrasado, a desligar as relações com os centros criadores da cultura e da técnica, únicas fontes de que tem de valer-se para se desenvolver.

Consta da ardilosa teoria, destilada pelos ideólogos metropolitanos, o desencaminhamento da consciência nativa em via de procurar compreender-se, forçando-a a dirigir-se no sentido de reclamações errôneas, por exemplo, deblaterar contra a “falta de instrução” do país, afastando-a de cogitar sobre as estruturas sociais arcaicas, nas quais iria reconhecer as verdadeiras causas da conservação do atraso. Com isso o pensador de exportação, artificial e falsamente, fornece ao país pobre uma consciência pronta, que procura fazer passar por “universal” e portanto irrecusável, quando na verdade nada mais significa do que o invólucro dentro do qual contrabandeia os interesses das classes industriais, e suas facções políticas, da nação soberana.

Revestindo a técnica de caráter ideológico ostensivo, no sentido conveniente para o dominador, faz dela uma atitude sociológica e política destinada a dar orientação ao comportamento dos “técnicos” em sua inevitável e necessária atuação na vida do país. Fica deste modo assegurado o objetivo supremo das forças externas espoliadoras, a saber que tal orientação obedecerá aos propósitos do poder alienígena regente, garantindo a exclusividade da difusão no meio atrasado e do conjunto de idéias que não o ameacem.

Ao introduzir a técnica como ideologia os dirigentes, externos e internos, da operação alienadora introduzem obrigatoriamente os “técnicos” estrangeiros, para servirem de suporte e reprodutores do pensamento progressista importado. Outro objetivo da ideologização da tecnologia consiste em tentar manter o vínculo de subordinação cultural e econômica, pois quanto mais obras técnicas o país atrasado executa com o auxílio e a presença dos especialistas estranhos, mais sensível se torna a premência de fazer outras realizações ainda maiores, para o que precisa importar mais técnica e técnicos, num rolar sem fim. O importante está em nunca dar realmente ao país atrasado a oportunidade de criar para si a invenção técnica, que, naturalmente, viria acompanhada de uma percepção ideológica nova de sua realidade e assentaria os autênticos alicerces da formação da consciência para si.

Ora, essa fatalidade constitui o perigo que o colonizador, com sutis ou violentos recursos, tenta conjurar ou adiar. Uma das formas de proceder ao impedimento consiste em antecipar-se à realização da exigência irreprimível, fazer acordo com os técnicos e tecnocratas indígenas e apressar-se em instalar no meio pobre os institutos educacionais onde irão trabalhar, na tarefa pedagógica de instrução de gerações de especialistas, tanto os técnicos vindos de fora, com a função de professores, quanto os nativos, educados no exterior, e assim devidamente preparados para a execução da partitura que lhes for distribuída.

Tais instituições, embora evidentemente ninguém discuta o valor do trabalho e do papel social que têm a desempenhar, são contudo pervertidos, afastadas dos fins a que honestamente deviam servir, para várias injunções, em atender à regra geral de cunho antinacional. Destinam-se, com efeito, a criar e espalhar uma atitude de gratidão moral em relação aos emissários do centro metropolitano, impedindo alguém de ver e denunciar o caráter predominante de transação econômica e política que explica e conserva a presença dos transmissores estrangeiros da tecnologia.

O estado de perene aprendizagem a que são votados os alunos de tais instituições tem por finalidade soprar a chama da admiração pelo superior, com todas as implicações psicológicas negativas acarretadas por essa atitude. Além do mais, o beato e acrítico acolhimento da tecnologia forânea, na pessoa dos pontífices em excursão no país humilhado visa na realidade, em grande número de casos, a encobrir a proposta de excelentes negócios, sob a capa de levar a cabo o desenvolvimento econômico e tecnológico do país. Participando ativamente da formação das novas gerações de técnicos de que a região atrasada tanto necessita, os emissários do alto bloqueiam, segundo dissemos, o afloramento de uma consciência para si na massa dos aprendizes, pelo exercício da análise crítica dos conhecimentos tecnológicos recebidos pelos jovens alunos de mestres domesticadores. Mas o segundo resultado é ainda mais importante. Intrometem-se nas decisões políticas do país receptor, nelas influindo pelo simples manuseio dos dados estatísticos, confeccionados com a liberdade de que dispõe sempre o mais sabedor, e pelas propostas de caráter técnico, feitas a empresas e órgão públicos, imediatamente acatadas, porque não podem ser discutidas por autoridades, mesmo imbuídas do melhor espírito, mas hipnotizadas para se julgarem incompetentes em assuntos vitais tornados herméticos pela política de dominação.

Esta última palavra dá-nos a chave para compreender quase tudo a respeito do caráter ideológico da tecnologia. Do mesmo modo que outrora a ciência dos seres divinos era posta ao alcance dos simples mortais, que só deviam recebê-la, reverenciá-la e jamais discuti-la, a tecnologia disfarça atualmente suas intenções ideológicas – que não admite e rejeita indignada porque se considera puramente a projeção aplicada da ciência, como se esta não fosse igualmente ideológica nas condições de sua possibilidade de criação e de exercício social – cercando-as de uma aura de hermetismo, que desqualifica automaticamente a opinião de todos os não-iniciados.

Os filósofos são os primeiros a serem excluídos do simpósio, por evidente e insanável incompetência. Uma técnica, dizem, trata por definição do particular, do modo de fazer alguma coisa, e unicamente essa coisa. Ora, o filósofo que, também dizem, não sabe fazer coisa alguma, só poderá quando muito dedicar-se ao passatempo de especular sobre a técnica, mas, não exercendo nenhuma, merece, no melhor dos casos, a superficial curiosidade dos verdadeiros técnicos.

Não desejamos entrar no debate deste aspecto, que costuma ser mais evidenciado na atitude prática do que numa argumentação manifesta, em que há sempre o risco das palavras comprometedoras.

O presente ensaio corporifica a defesa do direito do filósofo de pronunciar-se sobre a essência da tecnologia, defini-la enquanto conceito, indicar os condicionamentos gerais do seu exercício, os limites que a circundam e sobretudo explicar por que os técnicos, especialmente os obedientes a uma ideologia de dominação, devem naturalmente pensar o contrário de tudo quanto afirmamos.

Não percebem esses bisonhos e retardatários canonistas que, assim pensando, estão cada vez se enquadrando melhor na teoria geral da tecnologia que a respeito deles e de suas concepções aqui deixamos consignada. Longe de nós repelir o concurso inevitável da tecnologia estrangeira, reprovar o fato puro e simples do estágio de estudantes nacionais no exterior e a presença, ideologicamente criticada, dos portadores da técnica no meio atrasado dela necessitado. Tudo quanto desejamos denunciar limita-se à ingenuidade da aceitação acrítica de noções supostamente representativas da palavra da ciência e a permissão para que se estabeleça uma situação que não pode ser objeto de permanente observação da consciência para si, nascente no país em elevação.

A vigilância constante desse sistema de relações tem por finalidade conduzir a elite intelectual, inclusive os técnicos, da nação atrasada ao ponto dialético em que se produz o salto para uma nova etapa da consciência, instalando-se no plano da percepção crítica de si e dos outros. A partir desse momento o país adquire condições de um desenvolvimento cultural e tecnológico independente, o que não quer dizer isolado do processo em execução por toda parte. Irá rapidamente à frente, igualando-se aos demais, podendo defrontar-se com os agentes do centro imperial em condições que excluem a periculosidade de infiltrações ideológicas alheias sob o disfarce de aprendizagem técnica.

Em suma, ninguém imaginará que propomos a sandice e a infantilidade da rejeição da tecnologia estrangeira. Este mesmo objetivo só tem cabimento enquanto estivermos em posição inferior, sendo na verdade índice e confissão desta situação, porque depois de vencida a etapa histórica da dependência, perderá sentido chamar de estrangeiro qualquer dado de cultura. Por ora, tem-se de distinguir entre o conteúdo técnico e o envoltório ideológico, conservar o primeiro e substituir o segundo por outro, que exprima as conveniências do povo em luta pelo direito de se afirmar.

Continua na próxima edição


Primeira Página

 

Página 2

Política monetária dos EUA pilha o Brasil com dólares sem lastro

Hubner propõe alteração nos contratos das distribuidoras de energia elétrica

Para Fiesp, atual modelo não anula o direito dos brasileiros ao ressarcimento
 

Telefónica adia venda da chamada “banda popular”

Idec: banda larga 3G oferecida pela OI, Claro, Vivo e TIM está cheia de “cláusulas abusivas”

Centrais discutem com Lula o reajuste dos aposentados

Expediente

Página 3

ANP ignora a discussão no Congresso e anuncia leilão

BBC: brasileiros querem mais Estado na economia

Para Lula, FHC não sabe o que é inteligência

Serra quer Brasil fazendo o que os países ricos não aceitam fazer

Há muitas provas contra Azeredo, diz Barbosa

Caetano Veloso e a fase anal incompleta

Congresso do PCdoB traça novos rumos para o partido

Página 4

Eduardo de Oliveira: 50 anos de literatura, 83 de combate

Crime organizado perfura carro- forte e mata empresário em SP

Sindicalista denuncia que SuperVia está canibalizando malha ferroviária do Rio 

DD forjou foto de depredação para esconder sua grilagem, diz Sem-Terra

A mídia hegemônica brasileira e a I Conferência Nacional de Comunicação 

Cartas

Página 5

Trabalhadores rejeitam aumento de 0,55% proposto pela Cemig

Uniban recua da expulsão de aluna, mas será investigada

Sabesp ameaça mais demissões, diz Sindicato

FUP retoma as negociações com Petrobrás

Mobilização na Motorola garante reajuste de 8,43%

Página 6

Dominó de bancarrotas em Wall Street gora encenação de Berlim 

Economia da China vai crescer mais de 10% no último trimestre

Sem a restituição do presidente Zelaya,‘eleições’ serviriam para legitimar fraude  

Carlos Reyes repudia farsa e retira sua candidatura  

Zelaya: após sequestrarem a democracia, golpistas querem que povo pague resgate   

“Acordo” de Uribe converteu território colombiano em base militar dos EUA 

Diante da ameaça, alerta Chávez, “devemos estar preparados para defender nossa terra sagrada” 

A anexação da Colômbia aos EUA 

Página 7

Desemprego de 17,5% nos EUA é o maior desde a crise de 1929

Japoneses exigem a retirada de americanos da base de Okinawa

“Ao invés de firmar um Tratado de Paz, os EUA encheram a Coréia do Sul de armas nucleares”

Multidão em Moscou pela retomada das conquistas da Revolução Soviética

Major psiquiatra enlouquece e fuzila 33 na maior base dos EUA

Página 8

A tecnologia como ideologia (2) 

Leia

Investimento frio da Telefónica no Brasil agita a Bolsa de NY

Aécio põe namorada a nocaute com murro no meio da festa VIP

Democratas vetam a entrada de Serra em seu programa na TV

SPC apura sumiço de meio bilhão do fundo de pensão da Sabesp
Parasitismo de teles pôs na ordem do dia a volta da Telebrás
Telefónica ganha de Serra isenção fiscal para fraudar usuário
“PMDB pode assumir de público que tem a vice”, afirma Berzoini
Oposição sem voto quer mudar quorum para lei do pré-sal

Usuário perde as estribeiras com a ferrovia privatizada no Rio de Janeiro

Yes, we créu!

Golpista relaxa toque de recolher mas lota prisões em Honduras

Congresso pede o fim do estado de sítio em Honduras
ONU e OEA apoiam Lula: Zelaya deve voltar de imediato para a presidência

Zelaya volta e instala QG da legalidade na Embaixada do Brasil

Ipea acha cedo para considerar que a economia já se recuperou

Juro e BNDES mantêm o crescimento do PIB negativo no semestre

Telefónica deixa SP sem comunicação no meio do temporal

Lula convoca Brasil a deixar maus tempos da lei 9478 para trás

Mídia golpista tira a máscara e advoga o pré-sal para as múltis
Projeto para o pré-sal abre perspectiva para o retorno da lei 2004
Anatel libera Speedy sem que Telefónica conserte os defeitos
Trapaça para isentar teles de pagar multa abre crise na Anatel
Conselho remete as ações contra Sarney para o arquivo morto
Teles, Anatel e STJ se acertam para assaltar usuário com tarifa de DDD em ligação local
Anatel protela decisão sobre superintendente que as teles guiavam

Conselheiro denuncia lobby na Anatel para aliviar multa de teles

Sarney diz à oposição que está pronto para a paz ou para a guerra
Nova base dos EUA na Colômbia tem raio de ação para alcançar a metade do continente
Mídia inventa risco para facilitar múltis mamarem o pré-sal
Operários jogam pela janela privatizador de siderúrgica na China
Justiça bloqueia 27 fazendas de réu que Gilmar mandou soltar

Gato comeu 2 bi que AES e Duke estavam obrigadas a investir em energia até 2008

Montadora pré-falida arma com Yeda para tomar 1 bi do BNDES
Sarney anula os 663 atos secretos e exige devolução do que foi pago indevidamente
“Privatização que deu certo” cria milhões de usuários desplugados

Tropelias do BC e BNDES arruinaram PIB de 2009

OEA dá 72 horas a golpistas para que devolvam o poder a Zelaya

Dilma ultrapassa Serra no Nordeste, informam as pesquisas do Dem

BNDES desvia grana do crescimento para monopólios na UTI

Mídia golpista degola seus cupinchas para atear fogo no Senado

320 parlamentares lançam a Frente em Defesa da Petrobrás

“O pré-sal é nosso!”, entidades convocam ato dia 19 na Paulista

Sem priorizar mercado interno e as empresas nacionais não há meio de esconjurar a crise

Múltis intensificam lobby para assumir controle do pré-sal 

BC pôs Brasil na rota do tsunami elevando o juro relativo para atrair capital externo

GM já era

CPI da Petrobrás deve deixar tucanos fora da presidência e relatoria

Tucanos prosseguem com CPI sabotagem do governo FH contra Petrobrás, diz Aepet

O que o Brasil quer é saber como tucanos afundaram a maior plataforma do mundo

Múltis adquirem 30 calabares no Senado para zoar Petrobrás

União jogaria dinheiro fora se deixasse múlti faturar com o pré-sal

Para Gilmar Mendes, STF tem que se lixar para a voz do povo
Múltis querem mamar petróleo que Petrobrás descobriu no “pré-sal”

“Para quem no começo falava menas laranja é chique demais”

Bank of America e Citibank estão de pires na mão

PF indicia Dantas em cinco artigos do Código Penal

‘V. Exa. não está falando com os seus capangas do Mato Grosso’

Lula reduz o superávit primário e libera mais R$ 38 bi para investir

“País deve se basear na força do mercado interno”, afirma Lula

Empresas nacionais repelem portaria que estimula importação de máquinas usadas

BC usa “previsões” para frear queda da taxa básica de juros

Revolta contra os cupins financeiros conflagra Londres

Centrais querem mais emprego e menos juro para impedir tsunami de invadir nossa praia

Remessas ao exterior mantêm a escalada e vão a US$ 2,6 bilhões

Bancos propõem corte na renda da caderneta de poupança em prol do achaque ao Erário

Múltis drenam do país US$ 3,266 bilhões só em dez dias de março

Vale demite, reduz salários e distribui R$ 5 bi a acionistas

Sob pressão, BC recua juro outro pontinho e meio

Aumento do IDE agrava sangria de recursos do Brasil para fora

Desnacionalização e gestão temerária sufocam a Embraer

Solução para a Embraer é voltar a ser do Estado

Febraban diz que reduz spread se a União pagar conta de inadimplentes

“Decisão do governo é não emprestar a quem desemprega”, diz Lula

Lula: “Eles cultivam o ódio dos de cima contra os de baixo” 

BC assalta 80 bi das reservas para ajudar bancos em Wall Street

Juros e pilantragem de múltis fazem produção industrial encolher 19%

Repatriamento de capital por múltis ameaça as contas externas do Brasil

Juro alto do BC é o fundamento do spread aloprado

Conselheiros do CDES pedem a antecipação da reunião do Copom

Meirelles recua debaixo de vara e reduz os juros em um pontinho

Centrais fecham com Lula ofensiva contra os juros, demissões e redução dos salários

Fiesp abre guerra contra os salários dos trabalhadores

BB paga R$ 4 bilhões para Votorantim ficar com o controle do BV

Juros e alarmismo midiático freiam a produção industrial

 Israel testa Obama com chacina contra palestinos em Gaza

Para Lula, juros têm que cair no começo de 2009

Para nababos da Vale, povo duro é a melhor receita contra a crise

“Toma o beijo da despedida, seu cachorro!”

Meirelles afronta o Brasil e não reduz taxa de juros para jogar país na crise

Alencar mantém BC sob pressão: “esses juros são anomalia”

Lula a Meirelles: “juro está além daquilo que o bom senso indica”

Montadoras almoçam os R$ 8 bi do crédito e mantêm ameaça de demitir trabalhadores

Meirelles diz que não aceita baixar juro para priorizar crescimento

Juro alto dissipa 29% da renda disponível no país, afirma Ipea

Procurador avalia que há provas para Daniel Dantas pegar um ano a mais que Al Capone

“Gasto público que precisa ser cortado é o juro”, diz Ipea

Meirelles quer que Brasil traia o compromisso com G-20 sobre redução do juro

China põe R$ 1 trilhão na infra-estrutura para crescer 9% em 2009

EUA responde à crise votando em massa na mudança

Fusão de Unibanco com Itaú torna mais anti-social sistema financeiro privado

Banqueiros põem o compulsório no bolso e dão uma banana ao crédito

Greve da Polícia Civil cresce e responde a Serra nas ruas de SP

Eleições em S. Paulo opõem integridade de Marta à dissimulação indecorosa de Kassab

Governador trai promessa e dá ordem para PM atacar policiais

Marta sobe porque é Lula. Kassab cai porque é oposição

Retratação de Gabeira reafirma preconceito contra “suburbanos”

Inauguração da P-51 é resposta do Brasil à crise

Eleições dão vitória aos aliados de Lula em todas as regiões

Lula pede a S. Paulo que vote em Marta: “temos as mesmas idéias e projetos”

Veto popular assusta republicanos e trava bailout de US$ 700 bi a especulador falido

Economia na mão de especuladores levou EUA à crise, diz Lula

Para Serra, Kassab é leal. Alckmin, não

Lula mobiliza PF para fechar nossa fronteira a terroristas da Bolívia

Kassab usa Ama para passar verba pública aos grupos privados

Com inflação em queda, BC eleva juro para afundar o Brasil em 2009

Comando do Exército desmente Jobim: “a maleta da Abin não serve para escutas”

Maleta não faz grampo, apenas a varredura, diz técnico da Abin

Quadrilha pró-Dantas acusa Abin de gravar seu truta no Supremo

Trabalhadores se unem e dão apoio unânime à Marta

China desbanca EUA da liderança olímpica

Tucanos vão ao STF para derrubar o piso salarial de professor

Magistrados armam barraco no Supremo

Lula convoca UNE a deflagrar campanha do ‘Pré-sal é Nosso!’

Kassab responsabiliza Alckmin por atrofia do Metrô-SP e vice-versa

BC faz do Brasil último peru com farofa em mesa de especulador, diz Delfim Netto

Alckmin tira o corpo fora e põe na conta de Serra o desastre da Linha 4 do Metrô

BC manipula previsão de crescimento para forçá-lo a despencar