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Plano das teles para banda larga nacional é
usar a rede pública e não pagar impostos
Enquanto a
Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do
Planejamento faz os últimos ajustes para apresentar ao presidente Lula o Plano
Nacional de Banda Larga, o ministro Hélio Costa e as teles se reuniram em
Brasília, na terça-feira (10), e definiram uma lista de reivindicações para as
concessionárias de telefonia “participarem” do plano. Após o encontro, o
ministro das Comunicações apresentou a pauta dos monopólios privados:
desoneração, reorganização das taxas do serviço, política mais liberal para
licenças e novas regras para o setor, como a aprovação do PL 29/07.
De acordo com
Costa, em troca de tudo isso, as teles se comprometeriam tão somente em aumentar
o ritmo de implantação de 2 milhões de novos acessos de banda larga por ano.
Interessantes
as reivindicações das operadoras. Querem desoneração - e com isso aumentar seus
lucros - em troca de praticamente nada. Isso em uma situação em que estão com os
cofres abarrotados. Basta verificar uma pequena amostra dos números dessas
empresas. Telefónica de España, BrT/Oi e Embratel obtiveram um lucro líquido de
nada menos que R$ 20.301.100.000,00 (20 bilhões, 301 milhões e 100 mil reais)
desde 2006 até o terceiro trimestre deste ano. Não estão inclusos os resultados
da Vivo, Claro e TIM. (Ver tabela abaixo)
O que deixa
claro que as operadoras estão querendo pegar carona no plano de expansão de
banda larga a ser implementado pelo governo com o objetivo de extrair mais
lucros via desoneração e outros quejandos. Assim é que as teles, com apoio de
Costa, querem empalmar o fluxo de receitas do Fundo de Universalização dos
Serviços de Telecomunicações (Fust), de cerca de R$ 1 bilhão por ano.
Segundo o
ministro, “as empresas preveem investimentos de R$ 75 bilhões nos próximos cinco
anos e não se pode pensar num plano [de banda larga] desse porte sem a
participação delas”. Por sua vez, o presidente da Telefónica, Antonio Carlos
Valente, não falou em investimento, mas em utilizar as redes de fibra ótica do
governo, que “devem ser colocadas também à disposição da iniciativa privada”.
As linhas
gerais do Plano Nacional de Banda Larga já abordada em diversas ocasiões pelo
secretário de Logística e Tecnologia da Informação, Rogério Santanna, prevê a
utilização das redes de fibras ópticas do sistema elétrico brasileiro, contando
com as redes da Petrobrás, Furnas, Chesf, Eletronorte e da antiga Eletronet, com
gerenciamento da Telebrás. Serão necessários investimentos de R$ 1,1 bilhão,
capazes de ligar 4.245 municípios e atender a uma população de 162 milhões de
pessoas.
Santanna
defende ainda a parceria com pequenas empresas de telecom e provedores de
internet na última milha (da sede dos municípios até a casa do cidadão).

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