|
CARTAS
horadopovo@horadopovo.com.br
Blecaute
Acho que um
país de nossa dimensão não pode ser crucificado por ficar algumas horas
sem energia em poucas horas da madrugada de dia, após dez anos sem outro
caso similar. Por suas dimensões, o Brasil é muito competente em termos
de distribuição de energia elétrica. Seu único pecado é a cobrança
abusiva da tarifa de consumo de seus habitantes, que pagam uma das taxas
mais altas do mundo. Quanto a este blackout, é natural. Acontece em
todos os países.
Habib Saguiah Neto - Marataízes (ES)
De quem cobrar
Depois do
apagão energético em 12 estados dessa terça feira a tropa de choque do
governo já saiu a campo dando desculpas estapafúrdias sobre o
acontecido. O Ministro Lobão nem sabia ao certo a causa e já falava em
entrevista que o apagão do governo Lulla nada tinha com o apagão do
governo FHC! Nós sabemos como o PT usou e abusou desse apagão em
campanha contrária ao governo anterior e até pouco tempo a ex-ministra
das Minas e Energia Dillma o usava para mostrar que sob sua batuta não
aconteceria. E aconteceu. E agora José? Especialistas confiáveis estão
dizendo que foi falta de investimento em manutenção. Que pague a conta e
nós de oposição faremos, a exemplo do PT, questão de cobrar!
Beatriz Campos – São Paulo (SP)
Nota da
Redação:
“Vocês da oposição” estão mal, hein, leitora? Para
ter algum espaço têm que escrever para o HP... Agora, cuidado com esse
negócio de dar confiança para “especialistas”. Lembre do que a senhora
sua mãe dizia. Dar confiança demais para “especialista” é um perigo. A
propósito, esses especialistas” são especialistas em quê?
Uniban
Nada de tão
excepcional em relação à expulsão da estudante da Uniban, para os
padrões, que estamos assistindo no Brasil de hoje, principalmente do
exemplo advindo do comportamento de nossos homens públicos; violência
tolerada, direitos humanos só pra bandidos, justiça rápida ou mesmo
lenta sempre a favor dos “poderosos” e quando as denúncias aparecem
“nunca sabem, nunca viram”, a culpa é sempre do vitimado. Embora seja
uma excrescência, pouco ou nada tirará o sono dos “indecentes”.
Leila E. Leitão - São Paulo (SP)
Nota da
Redação:
É verdade, leitora. Mas são os decentes que mudam
o mundo, não é?
Brasil de agora
Em
entrevista ao Financial Times de Londres publicada nesta segunda-feira
(9/11), o presidente Lula disse que o setor privado nunca ganhou tanto
quanto hoje no Brasil. Realmente, empresários, políticos e “amigos do
rei” estão deitando e rolando de ganhar, com as facilidades e benesses
distribuídas. Pena que pouco desse dinheiro chega para melhorar a saúde,
educação, segurança, transportes e a infraestrutura do país em geral. Na
era Lula, alguns ganham muito, enquanto a Nação vive do minguado de
“bolsas”, projetos emPACados e muitos discursos. Uma classe cada vez
mais rica vive numa nação cada vez mais de pedintes. Essa é nossa triste
realidade. Qualquer dúvida, pergunte aos aposentados, credores de
precatórios e quem precisa de serviços públicos!
Silvano Corrêa - São Paulo (SP)
Nota da
Redação:
É mesmo. Na época do Fernando Henrique não tinha
nenhum “amigo do rei” deitando e rolando de tanto ganhar benesses. O PAC
não empacava porque não tinha PAC. Não havia ricos nem pedintes, os
serviços públicos funcionavam que era uma maravilha e os aposentados
viviam à tripa forra. Para completar, o dinheiro foi quase abolido:
ninguém usava, porque ninguém tinha. Isso é que era tempo bom!
Maitê
Dinheiro
fácil sempre é bem-vindo. Por que não receber uma boníssima pensão
deixada pelo pai? A notícia diz respeito à atriz Maitê Proença, casada
por união estável (matrimônio não oficial reconhecido pela Constituição
de 1988) que veio de ter cassada sua condição de pensionista de uma
pensão de R$ 13.000 mil reais paga pela São Paulo Previdência (ex-IPESP).
A arrogância que a levou a tripudiar sobre os portugueses coincide com a
desfaçatez de, vivendo maritalmente há 12 anos com o sr. Paulo Marinho
(!), receber a referida pensão e ainda dizer que vai “recorrer”
(provavelmente em juízo) porque seria um direito seu dada sua condição
de “filha solteira”.
Pedro Luís de Campos Vergueiro – por correio eletrônico
Nota da
Redação:
Nesse caso específico, leitor, há algumas
complicações. Por isso, aconselharíamos alguma prudência, antes de tirar
conclusões. |