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Funcionários repudiam redução salarial na Claro e arrancam negociação
Os trabalhadores em telecomunicações da rede de
telefonia celular Claro, que rejeitaram a proposta feita pela empresa de
3,65% de reajuste nos salários e pisos (valor menor quer a inflação), irão
se reunir com a companhia novamente nesta quinta e sexta-feira.
A Comissão Nacional de Negociação, formada pela
Federação Nacional dos Trabalhadores em Telecomunicações, Sindicato dos
Trabalhadores em Telecomunicações de São Paulo e do Rio de Janeiro, e outras
entidades de diversos estados, exige da Claro INPC integral mais 4% de
aumento real para todas as faixas salariais.
Os representantes da categoria também irão
reivindicar reajuste dos benefícios – refeição, creche, auxílio babá, entre
outros – e um plano médico. As entidades solicitaram à empresa uma planilha
explicando as várias modalidades de plano e os respectivos descontos,
mostrando ainda quanto cada trabalhador paga e como é aplicado esse
percentual de desconto por empregado e por dependente, se há reembolso e
como é feito.
Na reunião, os trabalhadores também irão cobrar
explicações da Claro quanto ao trabalho escravo encontrado em obras da
empresa, fiscalizada pelo Ministério Público.
Além disso, a comissão de negociação exige o fim
das retaliações a dirigente sindical Virgínia Berriel, empregada da Claro e
diretora de Negociações Coletivas do Sinttel-Rio.
De acordo com o sindicato, as retaliações
iniciaram em abril com o bloqueio de seu crachá. Virginia denunciou o fato à
direção da empresa, em São Paulo, e obteve dos advogados a garantia de livre
acesso à empresa. Mas, em 28 de outubro, Virgínia foi impedida de entrar no
prédio da Claro. |