|
OEA não reconhecerá eleições sem Zelaya
José Miguel Insulza,
secretário-geral da Organização de Estados Americanos (OEA), apresentou, na
terça-feira, dia 10, seu informe sobre a situação em Honduras por pedido
expresso dos governos do Brasil, Venezuela, Bolívia, Equador, e Nicarágua. Na
declaração afirmou que não há mais possibilidades de uma saída dialogada para o
conflito, responsabilizando por isso o regime golpista liderado pelo ditador
Roberto Micheletti.
Insulza também
descartou o envio de uma missão de observadores internacionais, frisando que
“não podemos observar nem mandar comissões de eleições à luz do que tem se visto
na nação hondurenha”, motivo pelo qual não se reconhecerão as eleições que os
usurpadores pretendem realizar em 29 de novembro.
O Informe de Insulza
representa um duro revés para os golpistas e a mídia a seu favor que, nos
últimos dias, alardeavam um suposto reconhecimento americano a suas aspirações
de legitimar o golpe mediante eleições ilegais, efetuadas num clima de
terrorismo.
As declarações se
somam às de Zelaya e da Frente Nacional de Resistência ao Golpe, que já viram a
impossibilidade de diálogo como saída para o golpe de estado e chamaram a não
participação nem reconhecimento das eleições que a ditadura hondurenha está
organizando.
Além disso, Insulza sublinhou seu apoio a
Zelaya, exigindo que ele e não Micheletti nem nenhum outro, presida e lidere o
Governo de Unidade. Sem este requisito, a OEA não reconhecerá as eleições,
embora com tão pouco tempo para se movimentar, o secretário da OEA considera que
é improvável que se produza “uma virada dramática” na situação política
hondurenha. |