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Para Chávez, é cinismo tachar de agressor quem
quer se defender diante de bases americanas na Colômbia
“Não posso
deixar de responder ao cinismo de alguns órgãos de imprensa que tentam fazer
com que o nosso país, que está sendo ameaçado pelo incremento das tropas e
das bases estadunidenses na Colômbia, termine sendo catalogado como o
agressor”, afirmou o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.
Chávez assinalou
que “para todo aquele que tiver um poço de honestidade e vergonha na cara”,
o chamado que fez no domingo, dia 8, a seus militares e ao povo para que
estivessem preparados ante a ameaça que representam as sete bases militares
norte-americanas que estão sendo instaladas na Colômbia, não é uma
declaração de guerra mas uma medida de precaução para a proteção da
soberania.
Qualificou
também o governo de Bogotá de cínico, pela sua declaração que vai levar as
supostas ameaças da Venezuela ao Conselho de Segurança da Organização das
Nações Unidas (ONU).
“Há que ter
cinismo para dizer isso (...) uma cara bem dura (...). A Colômbia abriu aos
EUA as portas para que instalasse, como estão fazendo, sete bases, desde as
quais”, denunciou Chávez, “o governo de Washington vigiará todos os países
da região”.
“De ameaçados
querem nos condenar como se fôssemos os agressores. Pensam que as pessoas,
os povos, não pensam, são reféns das mentiras que os meios de comunicação ao
seu dispor martelam por ai (...) querem a escola do mundo ao revés”, disse.
Ele acrescentou que “a Colômbia hoje — e é
muito doloroso reconhecê-lo — não tem governo próprio, tem é governo em
Washington. A Colômbia é um país anexado aos Estados Unidos, o governo de
(Álvaro) Uribe entregou o país, então, porque eu estou chamando ainda mais a
defesa do país, aqui os pitiianquis [forma como o presidente ironiza os
golpistas pró-americanos da oposição] me acusam de chamar à guerra. A
contra-revolução venezuelana é apátrida, aplaude as bases”. |