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Centrais se
reúnem com presidente Lula para apresentar propostas da 6ª Marcha
Os dirigentes das seis centrais sindicais
brasileiras (CUT, CGTB, Força Sindical, CTB, NCST e UGT) apresentaram ao
presidente Lula, na última sexta-feira, a pauta de reivindicações da 6ª
Marcha Nacional da Classe Trabalhadora, que reuniu 50 mil manifestantes em
Brasília no dia 11.
As centrais relataram as propostas unificadas do
movimento, como a redução da jornada para 40 horas semanais sem diminuição
de salários, a necessidade de se aprovar a lei que efetiva a política de
valorização do salário mínimo; a defesa do pré-sal com o fim dos leilões e a
Petrobrás como exploradora única; ratificação das Convenções 151 (pela
negociação no serviço público) e 158 (contra as demissões imotivadas) da
OIT, o fim da precarização do trabalho e a aprovação da PEC 438/01 contra o
trabalho escravo.
Além disso, as centrais apresentaram ao
presidente a questão dos aposentados. Segundo o presidente da CGTB, Antonio
Neto, a reunião abordou “o acordo para garantir aumento real para os
aposentados que ganham mais de um salário mínimo e para colocar fim ao fator
previdenciário”.
De acordo com o presidente da Força Sindicato,
deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), “o presidente Lula falou que não
dá para fazer uma proposta porque as centrais não têm uma posição em comum”.
Conforme relataram os sindicalistas, o único consenso é a proposta de
transformar em lei o reajuste do salário mínimo de acordo com a inflação e o
crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), já praticado pelo governo
federal. O presidente Lula se comprometeu a enviar ao Congresso até o final
do ano um projeto de lei sobre o assunto.
O presidente da CUT, Artur Henrique, ressaltou
que as modificações específicas da aposentadoria devem se discutidas na
próxima semana entre os líderes das centrais. |