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Japoneses exigem
retirada de
militares dos EUA de Okinawa
Manifestantes
ocuparam o centro de Tóquio na chegada de Obama ao Japão para exigir a saída
das tropas norte-americanas de bases no país
O
centro de Tóquio foi tomado por milhares de manifestantes no dia da chegada
de Obama ao Japão, dia 13. O protesto exigiu a retirada de 47.000 militares
norte-americanos hoje instalados em bases japonesas.
Os
manifestantes marcharam até a sede da embaixada dos EUA onde um grupo de
sobreviventes dos bombardeios nucleares a Hiroshima e Nagasaki entregaram
uma carta a Obama solicitando do presidente a redução do estoque de
armamentos nucleares nos Estados Unidos.
Durante o
ato foram denunciadas as ocupações do Afeganistão e do Iraque.
No
encontro com o primeiro-ministro japonês Yukio Hatoyama, Obama negou que
estivesse embromando sobre a presença no Afeganistão e que o “envolvimento
dos EUA não será sem fim”, mas desconversou sobre cronograma de retirada
dizendo que isso “seria acertado”.
O governo
japonês que assumiu recentemente, depois de eleições em que o Partido
Democrata desbancou os candidatos neoliberais e pró-americanos, anunciou que
vai suspender a missão que dá apoio logístico à ocupação através do
reabastecimento da marinha norte-americana no Oceano Índico. Para suavizar a
retirada do apoio logístico os japoneses disseram que vão apoiar a
agricultura e treinamento vocacional no Afeganistão através de um pacote de
US$ 5 bilhões.
Na semana
anterior dezenas de milhares se manifestaram em Okinawa onde estão
estacionadas mais da metade das tropas norte-americanas no Japão. No ato, os
japoneses pediram que Hatoyama cumprisse sua promessa de solicitar a
retirada dos EUA da base de Okinawa.
Durante a
visita de Obama, Hatoyama declarou que esse é “uma questão de difícil
resolução mas que por isso mesmo entendemos que deve ser resolvida o mais
breve possível e vamos trabalhar para isso”.
Durante o
ato o secretário-geral do Partido Comunista, Ichida Tadayoshi, conclamou o
governo de Hatoyama a “iniciar negociações com o governo dos EUA de forma
firme para atender à demanda do povo japonês e em especial do povo de
Okinawa”.
A presença
militar norte-americana em Okinawa que data do final de Segunda Guerra,
1945, resulta, segundo denúncias de governos locais e organizações populares
na ilha, em roubos, estupros, poluição sonora junto a escolas, riscos
causados por treinamento com munição viva e agressão a terras agricultáveis. |