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Na
Venezuela existe ampla liberdade de opinião e crítica, afirmou Samuel Guimarães
O
ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Samuel Pinheiro Guimarães,
defendeu o ingresso da Venezuela no Mercosul, afirmando que o país não viola
princípios democráticos e que o Brasil deve fazer um debate menos “emocionado”
para discutir se o país deve ingressar no bloco econômico.
“A Venezuela é um país que aceita a cláusula
democrática. Na Venezuela se realizaram eleições com observadores
internacionais, todas consideradas democraticamente realizadas. Na Venezuela não
há nenhum preso político, não há nenhum jornalista preso. Basta ligar a
televisão na Venezuela para verem que a liberdade de opinião, e de críticas, é
extraordinária”, disse na quarta-feira (18), após encontro com o presidente do
Senado, José Sarney.
O ministro lembrou que a oposição na Venezuela
não apresenta nomes de presos ou perseguidos políticos para comprovar que o
presidente Hugo Chávez desrespeita a democracia. “Você tem violação de direitos
humanos em outros Estados. Há dezenas de sindicalistas, líderes universitários,
em outros países da região presos, mortos, assassinados, e não há essa emoção
toda”, ressaltou.
Guimarães também citou um relatório do governo
norte-americano, que menciona a disposição do país de expandir suas bases
militares pela América do Sul, o que justifica a preocupação do presidente
venezuelano com a instalação de bases militares dos Estados Unidos na Colômbia.
“É claro lá que aquelas bases não se limitam
apenas ao território da Colômbia. Naturalmente, os países mais próximos da
Colômbia que têm relação de divergências com os EUA, inclusive a partir do golpe
em que Chávez foi deposto, se preocupam. O Brasil também. O ministro Celso
Amorim (Relações Exteriores) já declarou que há causa de preocupação no Brasil”,
afirmou.
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