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Kadafi denuncia que corporações montam
latifúndios com terras do Continente Africano
Durante a reunião de Cúpula contra a Fome que a Organização das Nações Unidas
para a Agricultura e a Alimentação, FAO, realizada em Roma no dia 17 passado, o
dirigente da Líbia Muamar Kadafi denunciou na plenária que congrega os 193
países membros “o novo feudalismo que se expande por toda a África e nos países
em desenvolvimento, onde empresas estrangeiras compram as melhores terras
cultiváveis, transformando-se em novos latifundiários que devemos combater para
impedir mais esse saque”.
Kadafi que preside também a União Africana, denunciou a pilhagem realizada pelos
países ricos sobre as riquezas das populações colonizadas e que agora “investem
os fundos obtidos com essa pilhagem no fabrico de armas para prosseguir os
massacres”.
O líder líbio apontou para a ausência de chefes de Estado dos EUA, Inglaterra e
França. Para ele essa ausência configura “uma mensagem clara de que os países
ricos decidiram não contribuir para a resolução do problema da segurança
alimentar mundial”.
“Eles”, acrescentou, “mostram uma hipocrisia flagrante, ao exprimir a sua
compaixão e parecendo chorar pelos pobres enquanto gastam trilhões de dólares em
armamentos e arsenais nucleares”.
No encontro, várias entidades de trabalhadores rurais lideradas pela Via
Campesina denunciaram as corporações multinacionais do setor alimentar de tentar
se apoderar de milhões de hectares de boa qualidade pertencentes a pequenos
camponeses do terceiro mundo.
As entidades realizaram um ato na entrada do prédio da FAO onde frisaram a
atividade criminosa das corporações do setor de alimentos, em especial a
norte-americana Monsanto, que destrói as terras com o uso de organismos
geneticamente modificados, com conseqüências funestas para os trabalhadores e a
população que moras nas regiões em que atuam, além de torna-los dependentes do
uso de seus produtos – sementes e pesticidas.
O presidente da Malásia, Tan Sri Muhyiddin Yassin, destacou: “temos os meios e
recursos para reduzir a fome global. O que nós precisamos é traduzir nossos
objetivos comuns em ação tangível nos níveis mundial, nacional e regional”.
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