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Chefe da polícia de Buenos
Aires é flagrado ao espionar Néstor e Cristina Kirchner
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, juntamente com seu marido, o
ex-presidente Néstor Kirchner, foram espionados pela Polícia Metropolitana de
Buenos Aires, segundo afirmou o juiz federal Norberto Oyar-bide que investiga o
caso. O juiz confirmou que em um dos computadores apreendidos do chefe da
Polícia Metropolitana de Buenos Aires, Osvaldo Chamorro, durante uma operação da
Polícia Federal, foram encontrados dados sobre dirigentes dos partidos de
oposição ao prefeito de Buenos Aires, Mauricio Macri, além de uma lista de
políticos, onde estão a presidente argentina e seu marido.
“Quero transmitir que está informação não está completa, constavam nos
computadores dados muito específicos e pessoais de nossa senhora presidente e de
seu marido, vamos investigar a fundo”, afirmou o juiz.
Após a denuncia do envolvimento do novo chefe da polícia com a espionagem da
presidente do país, Macri pediu a renuncia de Chamorro. É o segundo chefe da
questionada policia do governo de Buenos Aires despedido antes de que a
instituição reinicie suas funções, em fevereiro de 2010.
O caso anterior foi de Jorge Fino Palacios, que renunciou por estar envolvido no
ocultamento de provas sobre o atentado contra a Associação Mutual Israelita
Argentina (AMIA), que deixou mais de 80 mortos em julho de 1994 e pela
espionagem contra Sergio Burstein, familiar das vitimas. Palacios foi detido
pela justiça argentina.
O secretário de Segurança e Justiça de Buenos Aires, Guillermo Monte-negro, cuja
renuncia também é exigida por diversas organizações, reconheceu que Chamorro
utilizava sistemas de inteligência para a espionagem de políticos, empresários e
sindicalistas opositores à administração de Macri.
Macri é um empresário dirigente do partido direitista Proposta Republicana
(PRO), além de ser pré-candidato presidencial pela oposição, é apoiado por
partidos e organizações de direita internacionais, sustentadas pelas
norte-americanas National Endow-ment for Democracy (NED) (Fundação Nacional para
a Democracia), e a USAID.
Recentemente, o prefeito de Buenos Aires liderou uma reunião dessas organizações
e indivíduos como o ex-presidente espanhol José María Aznar e a Fundação
UnoAmérica, que apóia o golpe de Estado em Hon-duras e está envolvida na
tentativa de assassinato contra o presidente boliviano, Evo Morales, como foi
descoberto em abril deste ano.
As investigações efe-tuadas pela policia nacional, descobriram o envolvimento
entre Cha-morro e Fino Palacios. Na última semana, uma sede da Strategic
Security Consultancy, pertencente à Fino Palacios, foi invadida pela polícia. |