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Zelaya denuncia farsa eleitoral sob a
ditadura de Micheletti no dia 29
O presidente de Honduras, Manuel Zelaya,
repudiou a posição do Congresso de decidir sobre sua restituição ao poder apenas
depois da “eleição”, em 2 de dezembro, três dias depois da fraude eleitoral da
ditadura - rechaçada pela comunidade internacional -, marcada para o dia 29
deste mês. “É uma barbaridade”, sublinhou Zelaya, depois que o Congresso,
manipulado pelos golpistas, anunciou na terça-feira, dia 18, a traição aberta ao
acordo assinado, cuja principal questão é a restituição do presidente
constitucinal.
A Frente Nacional de Resistência contra o
golpe de Estado, através do seu dirigente, Juan Barahona, disse que era “uma
monstruosidade e uma provocação que o Congresso de Honduras tenha decidido
debater no dia 2 de dezembro a restituição no poder do governante legítimo. Nós,
a maioria do povo hondurenho, que queremos a volta da democracia, vamos não só
boicotar essas eleições fraudulentas como aumentar nossa presença nas ruas”.
Acrescentou que os golpistas “estão apostando na prolongação da crise social,
econômica e política” que vive Honduras após o golpe de Estado, que cumprirá
cinco meses no próximo 28 de novembro.
Barahona também indicou que com essa decisão
“fica escancarado que não há nenhuma legitimidade no processo eleitoral, como
querem vender à comunidade internacional os usurpadores. A fraude já está em
andamento”.
“Fizemos muito bem em nos retirar desse jogo
sujo de Micheletti”, assinalou o presidente Zelaya referindo-se a sua decisão
tomada no dia 6, de considerar fracassado o acordo com o golpista Roberto
Micheletti.
Na segunda-feira, dia 16, Zelaya declarou que
quando os EUA decidiram apoiar as eleições de 29 de novembro, depois de ter
afirmado que rechaçava o golpe de Estado, fortaleceu o regime golpista de
Micheletti.
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