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Com a crise americana, 47% da população do
México fica abaixo da linha de pobreza
Mais de 47 % da população mexicana, cerca de
50 milhões de pessoas, vive abaixo da linha da pobreza, segundo afirmou a
Secretaria de Desenvolvimento Social do México.
Os dados oficiais do governo mexicano afirmam
ainda que mais de 2,6 milhões de famílias mexicanas deixaram de comer por pelo
menos um dia da semana, após o início da crise econômica originada nos Estados
Unidos. O número representa quase 10% de todos os lares mexicanos.
O Instituto Nacional de Estatística e
Geografia do México (Inegi) registra que 6,5 milhões de lares mexicanos
modificaram suas dietas por causa da crise. As crianças estão entre as mais
afetadas pela alteração na dieta.
Segundo ainda dados colhidos pelo governo,
31% dos menores de idade têm uma dieta pouco variada e cerca de 24,5% dos
entrevistados disseram que comem menos do que gostariam.
“São dados dramáticos que dão uma nova cara à
pobreza. É algo que sabíamos, mas não tínhamos medido”, afirmou Julio Boltvinik,
pesquisador da Universidade do México.
O atrelamento da economia mexicana à dos EUA
após a implantação do Nafta (Acordo de Livre Comércio Norte-americano), gerou
grandes impactos na realidade dos mexicanos.
“A crise da economia dos Estados Unidos se
manifestou de forma contundente no México, que caiu na pior situação econômica e
social dos últimos 70 anos”, considerou o senador Alberto Anaya, da Direção
Nacional do Partido do Trabalho, no mês de julho de 2009, analisando estudo do
Conselho Nacional de Avaliação da Política de Desenvolvimento Social (Coneval).
O estudo afirmava que o Nafta já havia gerado mais de 6 milhões de pobres no
país.
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