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Obama
critica a China por defender-se do dólar furado
Enquanto os EUA
desencadeiam uma guerra cambial mundo afora, com uma enxurrada de dólares sem
lastro emitida pelo Fed e colocada à disposição dos seus mastodontes bancários e
fundos especulativos, a juros zero, o presidente Barack Obama aproveitou sua
viagem a Pequim para reclamar que a China não se move “em direção a um câmbio
flutuante, decidido pelo mercado”, suposto compromisso de “declarações
passadas”.
Mas foi exatamente
por não ter se sujeitado ao “câmbio flutuante ditado pelo mercado, isto é, pelos
grandes especuladores com divisas, e ter se lançado a um plano de
desenvolvimento do mercado interno no centro, que a China volta a surpreender e
obter o grande crescimento que se propôs.
Com tal himalaia de
dólares furados – a expansão da base monetária chegou a 350% -, os bancos dos
EUA se lançam sobre os outros países, num movimento predatório, bilhões e
bilhões de dólares sem lastro, provocando uma sobrevalorização artificial das
moedas alheias. E quando, como no caso da China, é mantida a paridade com o
dólar, aí dizem que o yuan está “subvalorizado para facilitar exportações”.
Foi pela China não
ter se sujeitado ao “câmbio flutuante” ditado “pelo mercado”, isto é, pelos
grandes especuladores em divisas, e ter colocado como elemento central de seu
desenvolvimento neste período seu mercado interno, que o país está atingindo a
meta de crescimento no centro. Assim, o que a China fez foi se defender dessa
manipulação cambial desencadeada pelos EUA, destinando ao mercado interno a
maior parte dos recursos estatais (US$ 580 bilhões), para desenvolvimento da
infra-estrutura e geração de empregos. Em resumo, a política monetária em vigor
nos EUA é transferir do mundo inteiro para seus combalidos bancos e monopólios,
toda a riqueza que for possível sugar.
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