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Brizola Neto propõe que só Petrobrás explore
o pré-sal
Deputado apresenta à bancada do PDT emenda suprimindo os leilões para a
exploração do pré-sal
O deputado federal Brizola Neto (PDT-RJ) vai encaminhar à bancada de seu partido
proposta de emenda ao Projeto de Lei 5938/09 suprimindo os leilões para a
exploração do pré-sal.
Na avaliação do parlamentar trabalhista, não há nenhuma vantagem na contratação
de empresas estrangeiras, pois a Petrobrás foi a companhia pioneira em águas
ultraprofundas e desenvolveu com empresas especializadas tecnologia em
perfuração, preparação do poço para começar a produzir (completação) e linha
flexível, que leva o petróleo do fundo mar até o navio.
Para Brizola Neto, qualquer que seja a empresa, fora a Petrobrás, que viesse a
explorar o pé-sal, serviria apenas de intermediária de aluguel de equipamentos
dessas empresas especializadas.
O deputado argumenta que a Petrobrás tem viabilidade técnica e financeira, em
função do pré-sal, já demonstrado nas reservas já testadas em Tupi, Iara e
Parque das Baleias.
Segundo Brizola Neto, enquanto a Petrobrás é uma empresa estatal em que a União
tem 57% das ações com direito a voto, uma multinacional atende interesses
externos, sobre a qual o povo brasileiro não tem interferência nenhuma.
Caso continuassem os leilões, ocorreriam três efeitos altamente nocivos para o
país. Em primeiro lugar, o fato de os EUA, países europeus e asiáticos e o
cartel internacional do petróleo – composto pelas Big Oil - estarem em uma
situação estrategicamente perigosa, por não terem mais reservas, faria com que
suas empresas viessem para cá para explorar com avidez o pré-sal e o esgotariam
em menos de 13 anos, ao invés de 40 anos caso seja explorado pela Petrobrás em
ritmo adequado aos interesses nacionais.
Em segundo, a produção – e exportação – açodada pelas empresas estrangeiras
resultaria em uma entrada brusca de dólares, causando sobrevalorização do real,
o que implicaria em inviabilizar as indústrias fora do setor petrolífero. Ou
seja, o país ficaria dependente de um único produto, efeito conhecido como
doença holandesa. Ou algo pior ainda, a doença nigeriana. Quando o cartel
internacional tomou de assalto o petróleo da Nigéria, destruiu as terras
agricultáveis, esgotou o seu petróleo e deixou esse país na mesma miséria de
antes. Só que agora sem petróleo.
E em terceiro lugar, a entrada de dólares obrigaria o governo brasileiro a
investir em títulos do Tesouro norte-americano, recebendo juros negativos e em
uma moeda decadente por não possuir lastro.
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