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Para ministro, país proteger coitadinho é um problema
Para o ministro do Desenvolvimento, Miguel
Jorge, os menos favorecidos da sociedade não devem ser amparados porque,
segundo ele, isso é um atraso para o país. “Nós temos o problema de ser o
país que protege o coitadinho. Isso nos atrasa”, disse Miguel Jorge dias
atrás ao se colocar a favor da cobrança do IPVA para carros mais velhos.
Pela legislação atual, carros com mais de 20
anos são isentos do pagamento de IPVA. Caso a regra caísse, seriam taxados
em São Paulo 28% da frota, ou seja, 3,7 milhões de carros antigos que são
usados por seus proprietários para ganhar seu sustento com eles ou ir ao
trabalho. Se o IPVA viesse a ser cobrado para essa faixa, a medida cairia
como uma luva para as montadoras estrangeiras, porque iria promover a troca
de carros velhos por mais novos.
Miguel Jorge foi executivo da Volkswagen, da
Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) e do
banco estrangeiro Santander. Foi ainda diretor da antiga Autolatina,
associação entre a Ford e a Volkswagen, de 1987 a 1993.
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