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Requião recebe serristas e adverte: sou amigo do Lula
Em reunião no último sábado em Curitiba,
peemedebistas – a maioria dos quais até agora identificados com o apoio à
candidatura do peessedebista José Serra à Presidência – defenderam a candidatura
própria do partido nas próximas eleições, propondo o nome do governador do
Paraná, Roberto Requião, para presidente.
“Se o Requião topar, pode ser o candidato à
presidência. E se o PMDB estiver somado, unido, sem dúvida que São Paulo vai
estar apoiando”, declarou o ex-governador Orestes Quércia, presidente do PMDB de
São Paulo.
O senador Pedro Simon negou que o movimento pela
candidatura própria seja uma estratégia do grupo que defende José Serra para
atrapalhar o acordo com o PT, fechado pela direção nacional do partido, com um
peemedebista como vice da candidata do PT, Dilma Rousseff. Segundo o senador, “a
candidatura do Requião não é uma candidatura anti-Lula. É uma candidatura do
PMDB que pode, e vai para o segundo turno, e talvez seja a salvação do Lula para
não perder para o Serra”.
Já o presidente do diretório estadual de MS,
Esacheu Nascimento, que representou o governador André Pucinelli, revelou que a
ideia é que o ex-ministro Mangabeira Unger faça o programa de governo do
candidato.
“Requião é a água quente da brasa do PMDB”,
disse o governador de Santa Catarina, Luiz Henrique.
Ao final do encontro, foi aprovada moção
declarando que “peemedebistas de 15 diretórios regionais, governadores,
senadores, deputados, prefeitos, entre outras lideranças, reunidos neste sábado
(21 de novembro) em Curitiba, decidem que o PMDB deve ter candidato próprio a
Presidência da República e que esse nome é do governador do Paraná, Roberto
Requião”.
Respondendo às manifestações de apoio à sua
candidatura, o governador Requião frisou que “sou amigo do Lula. Sou amigo
pessoal da Dilma. E, antes de tudo, sou peemedebista e brasileiro”.
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