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CARTAS
horadopovo@horadopovo.com.br
Injustiça
Nos últimos
dias surgiu um caso muito emblemático que nos deixam intrigados,
perplexos e sem entender absolutamente nada na justiça do Brasil: o caso
da deputada Luiza Erundina. É um caso que nos leva a crer que a nossa
Justiça premia os bandidos, quem rouba do Estado, e condena os honestos
que trabalham uma vida inteira para defender os que de fato necessitam
de ajuda, sem acumular bem nenhum. A deputada, que hoje tem mais de 70
anos de idade, e que há mais de 50 anos milita em atividades políticas,
tendo ocupado os mais diversos cargos públicos desde deputada estadual,
deputada federal, prefeita da maior cidade do Brasil e ministra de
Estado. Com toda essa bagagem, ela não formou nenhum patrimônio, tendo
atualmente apenas um apartamento simples e dois carros já bastantes
usados. Pois, mesmo comprovadamente que ela não usufruiu em ganhos
próprios nenhum benefício de ordem econômica, a nossa justiça a condenou
a pagar à prefeitura de São Paulo R$ 350 mil. Isso simplesmente porque
quando prefeita mandou confeccionar panfletos e os distribuiu à
população, informando os motivos da paralisação dos ônibus na capital
paulista, há mais de vinte anos. Será que é um péssimo negócio ser
honesto em nosso querido Brasil? Ou será que precisamos mudar as pessoas
que compõem a Justiça brasileira?
Francisco Castro – por correio eletrônico
Cesare Battisti
Os
defensores da sua permanência no Brasil afirmam que os crimes são de
cunho político. E os favoráveis a sua extradição, ora afirmam que são
crimes comuns ou que não importa. Os favoráveis à permanência alegam
motivação política nos assassinatos, e alguns são os mesmos que recebem
indenização pelas torturas sofridas e defendem, até hoje, a prisão dos
militares brasileiros pelas mortes durante a Ditadura Militar. Nenhum se
dá ao trabalho de explicar o motivo de matança política ser normal só na
Itália. Fica a sugestão ao todo-poderoso: devolva o bandido deles, este
não é nosso.
Pedro Cardoso da Costa – São Paulo (SP)
Nota da
Redação:
Também achamos perda de tempo esse negócio de
ficar pedindo punição para carcomidos torturadores que já estão com o pé
na cova - e já morreram em vida, execrados pela sociedade. Mas não
conseguimos perceber como o leitor é capaz de fazer julgamentos - e
julgamentos tão definitivos - sobre um caso que não conhece. Como é que
você sabe que o Battisti cometeu algum assassinato? Pois nós não temos a
menor ideia. Por isso, não podemos sair por aí dizendo que temos certeza
do que não temos certeza. Será que basta a mídia dizer que o sujeito -
pode ser até o próprio J. Cristo - é um “bandido” para que ele seja?
Diplomacia brasileira
Quero
agradecer ao presidente Lula por criticar a construção dos assentamentos
judaicos na Palestina. A Al Jazeera mencionou uma ideia que acho muito
boa: quem sabe o Brasil pode ser o negociador entre árabes e judeus?
Acho que é uma ideia ótima. Eu gostaria muito que alguns presidentes e
reis, que deveriam proteger a causa palestina e que não o fizeram,
viessem aprender a lição de coragem com os presidentes Lula e Chavez.
Hussein Hussein – por correio eletrônico
E o Oscar vai para...
Temos agora
um candidato sério para concorrer a prêmios internacionais de cinema.
Não tenham dúvida, o “cara” vai logo conversar com seu “amigão” a
respeito, e ano que vem, surprise, ouviremos o esperado: “And the Oscar
goes to...”. Nada impossível nesse reinado de auto-promoção e troca de
confete!
Silvano Corrêa - São Paulo (SP)
Nota da
Redação:
Tem certeza de que
você não confundiu o Oscar com o Prêmio Nobel do Obama?
Império de papel
O dragão
chinês começa a engolir a coisa ianque, mané... Essa nação oriental é a
maior credora da nação pirata. Suas reservas somam mais de dois trilhões
de dólares. Se ela, agora, chegar na boca do caixa para se desfazer de
suas reservas, vai quebrar o império de papel. A coisinha tá melhor que
forrozinho pé de serra. Pois bem, mô fio, o dragão chinês vai abocanhar
o sistema bancário ianque, de pequeno e médio porte, para que essas
massas falidas não desembarquem no Aeroporto Castro Pinto.
Cerca Cerqueira – por correio eletrônico
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