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Centrais unificam campanha contra o fator
previdenciário
Entidades defendem reajuste do mínimo com base
no INPC somado à variação do PIB de dois anos
anteriores e uma política para recuperação das
aposentadorias
As centrais sindicais – CUT, CGTB, Força
Sindical, CTB, UGT e Nova Central - e as
entidades Cobap (Confederação Brasileira de
Aposentados e Pensionistas) e Sindicato Nacional
dos Aposentados apresentaram proposta unificada
sobre o índice de reajuste das aposentadorias.
Em reunião segunda-feira, na sede nacional da
CTB, as entidades fecharam acordo e apresentaram
documento contra o fator previdenciário, em
defesa da valorização do salário mínimo e de uma
política de recuperação das aposentadorias.
Avaliando os projetos em tramitação no Congresso
Nacional que tratam sobre o tema, as entidades
defendem os seguintes pontos:
“1 - Defender a imediata aprovação da Política
Permanente de Recuperação do Salário Mínimo, até
2023, com base no INPC do ano anterior,
acrescido da variação do PIB de dois anos
anteriores, conforme projeto de lei do
Executivo; 2 - Defender o estabelecimento de uma
Política Permanente de Recuperação dos
Benefícios das Aposentadorias e Pensões com
valores superiores ao salário mínimo, com base
na variação do INPC do ano anterior, acrescido
de 80% do PIB de dois anos anteriores; e 3.
Ratificar a posição unitária das Centrais e das
representações dos aposentados, favoráveis ao
fim do fator previdenciário, contra a exigência
de idade mínima para aposentadorias e contra a
adoção da chamada média curta para cálculo das
aposentadorias”.
O presidente da Força Sindical e deputado
federal, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho,
destacou a importância do movimento sindical
lutar para consolidar, através de leis, uma
política social de reajuste do salário mínimo,
que beneficia 22 milhões de pessoas, e a
implementação da política de recuperação do
poder de compra do aposentados e pensionistas.
O presidente da UGT, Ricardo Patah, falou da
importância da mobilização para a aprovação do
projeto que prevê o fim do fator
previdenciários, e destacou que, a partir de
agora, as centrais vão fazer forte pressão junto
ao presidente da Câmara, deputado Michel Temer,
para que o projeto, aprovado por unanimidade na
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da
Câmara Federal, no dia 19, seja colocado em
votação.
Para o presidente da CGTB, Antônio Neto, a
política de valorização do salário mínimo “foi
responsável pelo aumento real de quase 50% no
salário durante o governo Lula, mas corre o
risco de acabar caso não seja transformada em
lei, em política de Estado”. Segundo Neto, “as
centrais insistem ainda que o projeto – a ser
apresentado como Medida Provisória – permaneça
com os termos acordados anteriormente, ou seja,
englobando apenas o salário mínimo, sem estender
o aumento para os aposentados que recebem mais
que o mínimo”.
A previsão das lideranças sindicais é que se
feche um acordo com o governo ainda esse ano
para que o índice acordado seja aplicado no
começo de 2010, quando acontece o reajuste do
salário mínimo.
“A construção das propostas unitárias das
centrais em defesa do reajuste do salário mínimo
e do reajuste das aposentadorias e a defesa do
fim do fator previdenciário, reafirma a unidade
das centrais e dá mais força para conquistarmos
nossas reivindicações. A realização dessa
reunião foi uma vitória extremamente importante
e vamos encaminhar ao governo essas propostas
aprovadas aqui. Com certeza, já tivemos
divergências com relação a esse tema, mas com
essa reunião de hoje aparamos as arestas e
conseguimos construir uma proposta consensual
para o bem dos trabalhadores, trabalhadoras e
aposentados”, afirmou Wagner Gomes, presidente
da CTB. |