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Sindicato exige
reajuste de 13% na Mabel, mas empresa não abre negociação
A indústria de biscoitos Mabel, de Três Lagoas
(MS), desde agosto não se posiciona a respeito do pedido de reajuste salarial de
13% encaminhado pelo sindicato da categoria. A data base dos trabalhadores é 1º
de novembro e esse é um dos itens da Convenção Coletiva que já deveria ter sido
fechada, denuncia o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de
Alimentação e Afins de Três Lagoas e Brasilândia, Nilson Cavalcante.
Nilson considerou um desrespeito da direção da
Mabel com os funcionários, e levou o problema para a Federação dos Trabalhadores
na Indústria da Alimentação de Mato Grosso do Sul (FTIA-MS).
“Os empregados estão aflitos e na expectativa de
saberem o percentual que seus salários terão a partir de 1º de novembro, para
poderem se programar nesta reta final do ano”, disse Nilton.
“Pelo que soubemos, todos os anos têm sido
assim, a empresa demonstra total desinteresse em negociar reposição salarial e
aumento real dos funcionários”, afirmou o presidente da FTIA-MS, Vilson Gimenes
Gregório, informando também que o assunto já foi levado a conhecimento do
Ministério Público do Trabalho, que ainda não se manifestou.
A empresa de biscoitos Mabel tem como um de seus
proprietários o deputado Sandro Mabel (PL-GO), que está com projeto na Câmara
que visa legalizar as terceirizações, isentando as empresas de qualquer
responsabilidade com os direitos dos seus empregados. |