A ilusão da recuperação econômica 

A economia global tem um grande câncer: ele foi diagnosticado corretamente por alguns, mas a prescrição foi para curar uma tosse. O tumor econômico foi identificado. A questão é: aceitaremos isto e tentaremos tratá-lo ou pretenderemos que a prescrição para a tosse o curará? 

ANDREW GAVIN MARSHALL * 

À luz das sempre presentes e obstinadamente persistentes manifestações do desejo de “um fim” para a recessão, de uma “solução” para a crise e de uma “recuperação” da economia, devemos recordar que aqueles que nos falam disso são exatamente as mesmas pessoas e instituições que nos disseram, nos últimos anos, que não havia “nada com que se preocupar”, que “os fundamentos estão ótimos” e que “não havia perigo” de uma crise econômica.

A crise econômica está muito longe de ser ultrapassada, as “soluções” têm sido semelhantes a colocar band-aid sobre um braço amputado. O Bank for International Settlements (BIS), o banco central dos bancos centrais do mundo, advertiu e continua a advertir contra tais esperanças descabidas. 

O QUE É O BIS? 

O BIS nasceu do Young Comittee, estabelecido em 1929 para lidar com o pagamento das reparações [de guerra] alemãs estabelecidas pelo Tratado de Versalhes, em 1919. O Comité era encabeçado por Owen D. Young, presidente e administrador executivo da General Electric, co-autor do Plano Dawes, de 1924, membro do Board of Trustees da Fundação Rockefeller e vice-presidente do Federal Reserve de Nova Iorque. Como principal delegado americano à conferência sobre as reparações alemãs, ele foi acompanhado por J.P. Morgan, Jr. [cf. HEROES: Man-of-the-Year. Time Magazine: Jan 6, 1930].

Daí saiu o Plano Young, de pagamento das reparações alemãs, que entrou em vigor em 1930, depois do crash do mercado de ações. Parte do Plano implicava a criação de uma organização internacional de liquidação, à qual foi constituída em 1930, e passou a ser conhecida como Bank for International Settlements (BIS). O banco foi supostamente concebido para facilitar e coordenar os pagamentos das reparações da Alemanha de Weimar às potências aliadas. Entretanto, a sua função secundária, que é muito mais secreta e muito mais importante, era atuar como “um coordenador das operações dos bancos centrais de todo o mundo”. Descrito como “um banco para bancos centrais”, o BIS “é uma instituição privada com acionistas, mas faz operações para agências públicas. Tais operações são mantidas estritamente confidenciais, de modo que o público habitualmente não sabe da maior parte das operações do BIS” [cf. James Calvin Baker, The Bank for International Settlements: Evolution and Evaluation, Greenwood Publishing Group, 2002: page 2].

O BIS foi fundado pelos “bancos centrais da Bélgica, França, Alemanha, Itália, Holanda, Japão e Reino Unido, juntamente com três importantes bancos comerciais dos Estados Unidos - J.P. Morgan & Company, First National Bank of New York e First National Bank of Chicago. Cada banco central subscreveu 16 mil ações e os três bancos dos EUA também subscreveram este mesmo número de ações”. Mas, “apenas bancos centrais têm poder de voto” [cf. Baker, op. cit., page 6].

Os representantes dos bancos centrais têm reuniões bimensais no BIS, onde discutem uma série de questões. Observe-se que a maior parte “das transações executadas pelo BIS em nome dos bancos centrais exige segredo absoluto”, razão pela qual a maior parte das pessoas nem mesmo ouviu falar dele. O BIS pode proporcionar aos bancos centrais “confidencialidade e segredo, o que é mais valioso do que um banco classificado com um triplo A” [cf. Baker, op. cit., page 148]. 

CRISE DE DERIVATIVOS À FRENTE 

Em setembro de 2009, o BIS informou que “o mercado global de derivativos deu um salto para US$ 426 trilhões no  segundo trimestre, quando retornou o apetite pelo risco, mas o sistema  permanece instável e tendente a crises”. O relatório trimestral do BIS disse que os derivativos subiram 16% “devido principalmente a uma alta  em futuros e contratos de opção sobre taxas de juros de três meses”. O  economista-chefe do BIS advertiu que o mercado de derivativos apresentava “grandes riscos sistêmicos” no setor das finanças internacionais e que “o perigo é que os reguladores fracassem outra vez em ver que grandes instituições assumiram muito mais exposição do que podem lidar em condições de choque”. O economista acrescentou que “a utilização de derivativos pelos hedge funds e assemelhados pode criar grandes exposições ocultas” [cf. Ambrose Evans-Pritchard, Derivatives still pose huge risk, says BIS. The Telegraph: September 13, 2009].

No dia seguinte, após a publicação do relatório do BIS, o antigo economista-chefe do BIS, William White, advertiu que “o mundo não cuidou dos problemas no cerne da baixa econômica e é provável que deslize outra vez para a recessão”. Ele foi citado sobre a entrada numa recessão de duplo mergulho: “Estaremos indo para uma recessão [em forma] de W? Quase certamente. Estamos indo para uma [recessão em forma de] L? Eu não ficaria nem levemente surpreendido”. E acrescentou: “a única coisa que realmente me surpreenderia seria uma recuperação rápida e sustentável a partir da posição em que estamos”.

Em 20 de Setembro de 2009, o Financial Times informou que o BIS, “cabeça do corpo que supervisiona a regulação bancária global”, durante a reunião de cúpula do G-20, “emitiu uma severa advertência de que o mundo não pode escorregar para uma suposição ‘complacente’ de que o setor financeiro recuperou-se bem” e que “Jaime Caruana, administrador-geral do Bank for International Settlements e ex-presidente do banco central da Espanha, afirmou que a recuperação do mercado não deveria ser mal interpretada” [cf. Patrick Jenkins, BIS head worried by complacency. The Financial Times: September 20, 2009].

A isto se seguiram as advertências do BIS em relação às falsas esperanças com os pacotes de estímulo organizados por vários governos. No fim de junho, o BIS declarou que “pacotes de estímulo fiscal não podem proporcionar mais que um impulso temporário ao crescimento, sendo seguidos de um extenso período de estagnação econômica”.

E acrescentava que “há um perigo de que autoridades fiscais exauram sua capacidade de endividamento antes de finalizar a tarefa custosa de reparar o sistema financeiro” e “exprimiu dúvidas sobre o pacote de resgate bancário adotado nos EUA” [cf. David Uren, Bank for International Settlements warning over stimulus benefits, The Australian: June 30, 2009].

Com o último relatório sobre a bolha de derivativos, tornou-se penosamente claro que foi exatamente o que aconteceu: a criação de outra bolha de preços de ativos. O problema com as bolhas é que elas estouram.

O Financial Times informou que William White, ex-economista-chefe do BIS, “argumentou que após dois anos de apoio governamental ao sistema financeiro, agora temos um conjunto de bancos que são ainda maiores e mais perigosos do que antes”, o que também “foi argumentado por Simon Johnson, ex-economista chefe do Fundo Monetário Internacional”, o qual “afirma que o sistema financeiro capturou efetivamente o governo dos EUA” e declarou enfaticamente: “a recuperação fracassará a menos que quebremos a oligarquia financeira que está bloqueando a reforma essencial” [cf. Simone Meier, BIS Sees Risk Central Banks Will Raise Interest Rates Too Late, Bloomberg: June 29, 2009].

Em meados de setembro, o BIS afirmou que “os bancos centrais devem coordenar a supervisão global das câmaras de compensação de derivativos e considerar oferecer-lhes acesso a fundos de emergência para limitar o risco sistêmico”. Por outras palavras, “os reguladores pressionam para que grande parte dos US$ 592 trilhões do mercado livre de derivativos seja movido para câmaras de compensação as quais atuam como comprador para todo vendedor e como vendedor para todo comprador, reduzindo o risco de incumprimentos para o sistema financeiro”. O relatório divulgado pelo BIS perguntava se câmaras de compensação “deveriam ter acesso a facilidades de crédito de bancos centrais e, em caso afirmativo, quando?” [cf. Abigail Moses, Central Banks Must Agree Global Clearing Supervision, BIS Says. Bloomberg: September 14, 2009]. 

A PRÓXIMA CRISE 

O mercado de derivativos representa uma ameaça maciça para a estabilidade da economia global. No entanto, é uma entre muitas ameaças, todas elas relacionadas e entrelaçadas, atuando uma sobre a outra. O grande elefante na sala é a principal bolha financeira criada pelos pacotes de salvamentos e “estímulos” pelo mundo todo. Este dinheiro foi utilizado pelos bancos principais para comprar bancos menores e absorver a economia real, a indústria produtiva. O dinheiro também foi para a especulação, alimentando a bolha de derivativos e levando a uma ascensão dos mercados de ações, uma ocorrência completamente ilusória e fabricada. Os salvamentos, com efeito, alimentaram a bolha de derivativos, elevando-a a novos níveis perigosos, bem como incharam o mercado de ações até uma posição insustentável.

A crise econômica foi criada devido às baixas taxas de juro e ao dinheiro fácil: empréstimos de alto risco, dinheiro investido em qualquer coisa e em tudo, o mercado habitacional inchado, o mercado imobiliário comercial inchado, o comércio de derivativos decolou para centenas de trilhões ao ano, a especulação corria desenfreada e dominava o sistema financeiro global. Os hedge funds foram os facilitadores receptivos do comércio de derivativos e os grandes bancos foram os principais participantes e possuidores dos mesmos.

Ao mesmo tempo, os governos gastaram dinheiro perdidamente, especificamente os Estados Unidos, pagando guerras e orçamentos de defesa de múltiplos trilhões de dólares, imprimindo dinheiro a partir do nada, cortesia do sistema global de bancos centrais. Todo o dinheiro que foi produzido, por sua vez, produziu dívida. Em 2007, a dívida total – interna, comercial e do consumidor – dos Estados Unidos elevava-se a uns chocantes US$ 51 trilhões. [cf. US home prices the most vital indicator for turnaround. FIABIC Asia Pacific: January 19, 2009; Alexander Green, The National Debt: The Biggest Threat to Your Financial Future. Investment U: August 25, 2008; John Bellamy Foster and Fred Magdoff, Financial Implosion and Stagnation. Global Research: May 20, 2009].

Como se este fardo da dívida não fosse bastante, os últimos dois anos viram o mais expansivo e rápido crescimento da dívida jamais visto na história mundial – na forma de pacote de estímulos e de salvamentos por todo o mundo. Em julho de 2009, informou-se que “os contribuintes dos EUA podem estar pendurados por algo em torno de US$ 23,7 trilhões para promover a economia e salvar companhias financeiras”, disse Neil Barofsky, inspetor-geral especial do Troubled Asset Relief Program, TARP, do Tesouro” [cf. Dawn Kopecki and Catherine Dodge, U.S. Rescue May Reach $23.7 Trillion, Barofsky Says. Bloomberg: July 20, 2009]. 

PLANO BILDERBERG 

Em maio de 2009, escrevi um artigo sobre a reunião de Bilderberg, uma reunião altamente secreta das principais elites da Europa e da América do Norte, que se encontram uma vez por ano a portas fechadas.

Bilderberg atua como um think tank internacional informal e eles não divulgam qualquer informação. Assim, relatos das reuniões são vazamentos e as fontes não podem ser verificadas. Contudo, as informações proporcionadas pelos rastreadores de Bilderberg e jornalistas, como Daniel Estulin e Jim Tucker, demonstraram-se surpreendentemente precisas no passado.

Em maio, a informação que escapou dizia respeito ao principal tópico da conversação e era, não surpreendentemente, a crise econômica. A grande questão era “ou uma depressão prolongada e agonizante que assombraria o mundo com décadas de estagnação, declínio e pobreza... ou uma depressão intensa, porém mais curta, que pavimentasse o caminho para uma nova ordem econômica mundial sustentável, com menos soberania porém mais eficiência”.

É importante notar que um ponto importante da agenda foi “continuar a enganar milhões de poupadores e investidores que acreditam no alarde acerca da suposta viragem na economia. Eles estão prestes a serem submetidos a perdas maciças e doloroso sofrimento financeiro nos próximos meses”.

Estulin informou sobre o vazamento de um relatório que afirmou ter recebido logo depois da reunião, que relata grandes desacordos entre os participantes, pois “os radicais duros são pelo declínio dramático e uma severa depressão de curto prazo, mas há aqueles que pensam que as coisas foram longe demais e que as consequências do cataclisma econômico global não podem ser calculadas com precisão”. No entanto, a visão de consenso era que a recessão ficaria pior e que a recuperação seria “relativamente lenta e prolongada” e tais expressões surgiram na imprensa nas semanas e meses seguintes. De fato, tais expressões apareceram ad infinitum na mídia.

Estulin informou também “que alguns dos principais banqueiros europeus, confrontados com o espectro da sua própria mortalidade financeira, estão extremamente preocupados, chamando isso de perigoso equilibrismo ‘insustentável’ e dizendo que os déficites orçamentários e comerciais dos EUA poderiam resultar na morte do dólar”.

Um participante de Bilderberg disse que “os próprios bancos não conhecem a resposta para o quando o fundo que será atingido”. Todos pareciam concordar em que “o nível de capital necessário para os bancos americanos pode ser consideravelmente mais alto do que o governo dos EUA sugeriu através dos seus recentes testes de stress”. Além disso, “alguém do FMI destacou que o seu próprio estudo sobre recessões históricas sugere que os EUA estão apenas a um terço do caminho daquela atual; portanto, economias à espera de se recuperar com o ressurgimento da procura nos EUA terão uma longa espera”. Um participante declarou que “as perdas em ações em 2008 foram piores do que aquelas de 1929” e que “a próxima fase do declínio econômico também será pior do que a da década de 1930, principalmente porque a economia dos EUA carrega cerca de US$ 20 trilhões de excesso de dívida. Até que aquela dívida seja eliminada, a ideia de um boom saudável é uma miragem” [cf. Andrew Gavin Marshall, The Bilderberg Plan for 2009: Remaking the Global Political Economy. Global Research: May 26, 2009 ].

Poderia a percepção geral de uma economia em recuperação ser a manifestação do plano de Bilderberg em ação? Bem, para proporcionar alguma visão de uma tentativa de resposta a esta pergunta, devemos ver quem foram alguns dos participantes chave na conferência.

Dirigentes de bancos centrais: Muitos estiveram presentes, como habitualmente. Dentre eles estavam o presidente do Banco Nacional da Grécia, o presidente do Banco da Itália, o presidente do Banco Europeu de Investimento; James Wolfensohn, ex-presidente do Banco Mundial; Nout Wellink, presidente do Banco Central da Holanda e diretor do Bank for International Settlements (BIS); Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu; o vice-presidente do Banco Nacional da Bélgica e um membro da direção executiva do Banco Central da Áustria.

Ministros das finanças e mídia: Dentre os países com representantes da área financeira estavam Finlândia, França, Grã-Bretanha, Itália, Grécia, Portugal e Espanha. Também havia muitos representantes das grandes empresas de mídia de todo o mundo. Isto incluia o editor do Der Standard, da Áustria; o presidente da Washington Post Company; o editor-chefe de The Economist; o vice-editor de Die Zeit, da Alemanha; o presidente e editor-chefe do Le Nouvel Observateur, da França; o editor associado e comentarista econômico principal do Financial Times; assim como o correspondente de negócios e o editor de negócios de The Economist.

Banqueiros: Também foi importante o comparecimento de banqueiros privados à reunião, pois são os principais bancos internacionais que possuem as ações dos bancos centrais do mundo, os quais, por sua vez, controlam as ações do Bank for International Settlement (BIS). Dentre os bancos e companhias financeiras na reunião de Bilderberg, estavam: Deutsche Bank AG, ING, Lazard Freres & Co., Morgan Stanley International, Goldman Sachs, Royal Bank of Scotland, e, é importante notar, David Rockefeller, ex-presidente do Chase Manhattan (agora J.P. Morgan-Chase), o qual pode razoavelmente ser mencionado como o atual “rei do capitalismo” [cf. Maja Banck-Polderman, Official List of Participants for the 2009 Bilderberg Meeting. Public Intelligence: July 26, 2009].

Administração Obama: Os membros da administração Obama envolvidos na resolução da crise econômica também estiveram fortemente representados na reunião de Bilderberg. Dentre eles estava Timothy Geithner, secretário do Tesouro e ex-presidente do Federal Reserve de Nova Iorque; Lawrence Summers, diretor do National Economic Council da Casa Branca, ex-secretário do Tesouro na administração Clinton, ex-presidente da Universidade de Harvard e ex-economista chefe do Banco Mundial; Paul Volcker, ex-presidente do Federal Reserve System e presidente do Economic Recovery Advisory Board de Obama; Robert Zoellick, ex-presidente do Goldman Sachs e atual presidente do Banco Mundial. [cf. Andrew Gavin Marshall, The Bilderberg Plan for 2009: Remaking the Global Political Economy. Global Research: May 26, 2009].

Havia informações não confirmadas sobre a presença do presidente do Fed, Ben Bernanke. Se a história e os antecedentes das reuniões de Bilderberg são algo que nos oriente, tanto o presidente do Federal Reserve como o presidente do Federal Reserve Bank of New York estão sempre presentes, de modo que, na verdade, seria surpreendente se não tivessem ido à reunião de 2009. Contatei o Fed de Nova York para perguntar se o presidente comparecera a qualquer organização ou reuniões de grupo na Grécia nas datas assinaladas do encontro de Bilderberg e a resposta dizia-me para pedir à organização por uma lista de comparecimentos. Se bem que não confirmando a sua presença, eles também não a negaram. Entretanto, isto ainda não foi confirmado.

Naturalmente, todos estes atores chave exercem bastante influência para alterar a opinião pública e as percepções da crise econômica. Eles também têm muito a ganhar com ela. Contudo, qualquer que seja a imagem que construam, ela permanece apenas isso: uma imagem. A ilusão destruir-se-á muito em breve e o mundo perceberá que a crise que atravessamos até aqui é meramente o capítulo introdutório da crise econômica, quando ela for escrita nos livros de história. 

CONCLUSÃO 

As advertências do Bank for International Settlements (BIS) e do seu ex-economista chefe, William White, não devem ser tomadas com ligeireza. As advertências de ambos no passado foram ignoradas e demonstraram-se exatas com o passar do tempo. Não permitir que a esperança de “recuperação econômica” apregoada pela mídia ponha de lado a “realidade econômica”. Embora possa ser deprimente reconhecer, é de longe muito melhor estar consciente do terreno sobre o qual se pisa, mesmo que esteja juncado de perigos, do que ser ignorante e correr imprudentemente através de um campo de minas. Ignorância não é felicidade, ignorância é catástrofe adiada.

Um médico deve primeiro identificar e diagnosticar corretamente o problema antes de propor qualquer espécie de prescrição. Se o diagnóstico for incorreto, a prescrição não funcionará e poderá de fato tornar as coisas piores. A economia global tem um grande câncer: ele foi diagnosticado corretamente por alguns, mas a prescrição foi para curar uma tosse. O tumor econômico foi identificado. A questão é: aceitaremos isto e tentaremos tratá-lo ou pretenderemos que a prescrição para tosse o curará? O que dará maior probabilidade de sobrevivência?

Como disse Gandhi: “Não há deus maior do que a verdade”.

* Pesquisador do Centre for Research on Globalization (CRG).


Primeira Página

 

Página 2

Brizola Neto propõe que só Petrobrás explore o pré-sal

Fernando Siqueira: “Não faz sentido continuar fazendo leilões em área onde
se sabe que existe petróleo”

Diretor da Dersa diz que empreiteiras estão liberadas para repetir o desastre

PT entra com ação para paralisar obra

O BNDES e as teles

Expediente

Página 3

Serra despenca e Dilma cresce na nova avaliação CNT/Sensus

Para ministro, país proteger coitadinho é um problema

Lula cobra de Israel suspensão das construções em território palestino

Presidente rebate os que atacam a política externa do país

Tarso: “interesse do governo italiano mostra que o caso Battisti é político”

Presidente do PT sugere filme sobre FHC para a oposição

Nove partidos da base aliada se reúnem na capital paulista

José Dutra lidera eleição para a presidência do PT

Requião recebe serristas e adverte: sou amigo do Lula

Página 4

Eduardo de Oliveira: “A luta nos conduz ao caminho da verdade”

Liminar suspende cobrança de pedágio no interior de São Paulo por violação de direito constitucional

Câmara concede título de cidadão do Rio de Janeiro para Marighella 

3 bairros sem luz no Rio e Light diz que é culpa do IPI

Temer diz que vai apurar acusação de desvio de verba

Cartas

Página 5

Centrais unificam campanha contra o fator previdenciário

Greve garante que Bosch pague o aumento dos salários em janeiro

Trabalhadores da Volks de Taubaté conquistam Participação nos Lucros 26% maior que em 2008

Sindicato exige reajuste de 13% na Mabel, mas empresa não abre negociação

55º Congresso da União Gaúcha dos Estudantes reúne delegados de 43 municípios e elege diretoria

Página 6

A ilusão da recuperação econômica 

Página 7

Zelaya conclama governos a não legitimarem a ditadura

Vice da chapa predileta dos golpistas, Margarita renuncia e condena violação de direitos

Micheletti volta a tirar do ar o canal 36

Milhares exigem o fechamento do centro de treinamento de torturadores nos EUA

Israel: qual a arquitetura do muro?

EUA prende mãe de bebê de 10 meses que se negou a combater no Afeganistão

Página 8

EUA pretende que a China não se defenda na guerra cambial

União Européia elege 2 desconhecidos para evitar poodle Blair na presidência

Manágua: 350 mil participam de ato em apoio ao governo de Daniel Ortega

Universidade de Tecnologia constrói o supercomputador mais veloz da China

Famílias pobres agora remetem dinheiro para ajudar imigrantes desempregados do Tio Sam

RPDC condena manobra militar norte-americana

EUA querem estabelecer quatro bases no Panamá

Colômbia: Grupo Gerdau demite em massa após anos de regalias fiscais

Leia

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Investimento frio da Telefónica no Brasil agita a Bolsa de NY

Aécio põe namorada a nocaute com murro no meio da festa VIP

Democratas vetam a entrada de Serra em seu programa na TV

SPC apura sumiço de meio bilhão do fundo de pensão da Sabesp
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Yes, we créu!

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Múltis querem mamar petróleo que Petrobrás descobriu no “pré-sal”

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‘V. Exa. não está falando com os seus capangas do Mato Grosso’

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“País deve se basear na força do mercado interno”, afirma Lula

Empresas nacionais repelem portaria que estimula importação de máquinas usadas

BC usa “previsões” para frear queda da taxa básica de juros

Revolta contra os cupins financeiros conflagra Londres

Centrais querem mais emprego e menos juro para impedir tsunami de invadir nossa praia

Remessas ao exterior mantêm a escalada e vão a US$ 2,6 bilhões

Bancos propõem corte na renda da caderneta de poupança em prol do achaque ao Erário

Múltis drenam do país US$ 3,266 bilhões só em dez dias de março

Vale demite, reduz salários e distribui R$ 5 bi a acionistas

Sob pressão, BC recua juro outro pontinho e meio

Aumento do IDE agrava sangria de recursos do Brasil para fora

Desnacionalização e gestão temerária sufocam a Embraer

Solução para a Embraer é voltar a ser do Estado

Febraban diz que reduz spread se a União pagar conta de inadimplentes

“Decisão do governo é não emprestar a quem desemprega”, diz Lula

Lula: “Eles cultivam o ódio dos de cima contra os de baixo” 

BC assalta 80 bi das reservas para ajudar bancos em Wall Street

Juros e pilantragem de múltis fazem produção industrial encolher 19%

Repatriamento de capital por múltis ameaça as contas externas do Brasil

Juro alto do BC é o fundamento do spread aloprado

Conselheiros do CDES pedem a antecipação da reunião do Copom

Meirelles recua debaixo de vara e reduz os juros em um pontinho

Centrais fecham com Lula ofensiva contra os juros, demissões e redução dos salários

Fiesp abre guerra contra os salários dos trabalhadores

BB paga R$ 4 bilhões para Votorantim ficar com o controle do BV

Juros e alarmismo midiático freiam a produção industrial

 Israel testa Obama com chacina contra palestinos em Gaza

Para Lula, juros têm que cair no começo de 2009

Para nababos da Vale, povo duro é a melhor receita contra a crise

“Toma o beijo da despedida, seu cachorro!”

Meirelles afronta o Brasil e não reduz taxa de juros para jogar país na crise

Alencar mantém BC sob pressão: “esses juros são anomalia”

Lula a Meirelles: “juro está além daquilo que o bom senso indica”

Montadoras almoçam os R$ 8 bi do crédito e mantêm ameaça de demitir trabalhadores

Meirelles diz que não aceita baixar juro para priorizar crescimento

Juro alto dissipa 29% da renda disponível no país, afirma Ipea

Procurador avalia que há provas para Daniel Dantas pegar um ano a mais que Al Capone

“Gasto público que precisa ser cortado é o juro”, diz Ipea

Meirelles quer que Brasil traia o compromisso com G-20 sobre redução do juro

China põe R$ 1 trilhão na infra-estrutura para crescer 9% em 2009

EUA responde à crise votando em massa na mudança

Fusão de Unibanco com Itaú torna mais anti-social sistema financeiro privado

Banqueiros põem o compulsório no bolso e dão uma banana ao crédito

Greve da Polícia Civil cresce e responde a Serra nas ruas de SP

Eleições em S. Paulo opõem integridade de Marta à dissimulação indecorosa de Kassab

Governador trai promessa e dá ordem para PM atacar policiais

Marta sobe porque é Lula. Kassab cai porque é oposição

Retratação de Gabeira reafirma preconceito contra “suburbanos”

Inauguração da P-51 é resposta do Brasil à crise

Eleições dão vitória aos aliados de Lula em todas as regiões

Lula pede a S. Paulo que vote em Marta: “temos as mesmas idéias e projetos”

Veto popular assusta republicanos e trava bailout de US$ 700 bi a especulador falido

Economia na mão de especuladores levou EUA à crise, diz Lula

Para Serra, Kassab é leal. Alckmin, não

Lula mobiliza PF para fechar nossa fronteira a terroristas da Bolívia

Kassab usa Ama para passar verba pública aos grupos privados

Com inflação em queda, BC eleva juro para afundar o Brasil em 2009

Comando do Exército desmente Jobim: “a maleta da Abin não serve para escutas”

Maleta não faz grampo, apenas a varredura, diz técnico da Abin

Quadrilha pró-Dantas acusa Abin de gravar seu truta no Supremo

Trabalhadores se unem e dão apoio unânime à Marta

China desbanca EUA da liderança olímpica

Tucanos vão ao STF para derrubar o piso salarial de professor

Magistrados armam barraco no Supremo

Lula convoca UNE a deflagrar campanha do ‘Pré-sal é Nosso!’

Kassab responsabiliza Alckmin por atrofia do Metrô-SP e vice-versa

BC faz do Brasil último peru com farofa em mesa de especulador, diz Delfim Netto

Alckmin tira o corpo fora e põe na conta de Serra o desastre da Linha 4 do Metrô

BC manipula previsão de crescimento para forçá-lo a despencar