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Milhares exigem o
fechamento do centro
de treinamento de torturadores nos EUA
Milhares de religiosos, sindicalistas, professores, estudantes, pacifistas,
e veteranos de guerra se manifestaram neste final de semana diante das
grades do Forte Benning, na Geórgia, para exigir o fechamento da Escola das
Américas. No local, o Pentágono tem treinado centenas de militares
latino-americanos que desonraram suas fardas se envolvendo em algumas das
piores violações de direitos humanos no hemisfério, incluídos os que deram o
golpe de Estado em Honduras.
Quatro pessoas foram presas por ingressar na base militar, no domingo,
quando participavam de uma marcha em memória às milhares de vítimas dos
mercenários da instituição militar estadunidense. O final de semana foi
repleto de atividades, contando com vigílias, foros, um concerto do grupo
Indigo Girls e intervenções de representantes de entidades de vários países
latino-americanos.
FASCISTAS
Ditadores como Hugo Bánzer, da Bolívia, e Efraín Ríos Montt, da Guatemala,
foram alguns dos alunos da "escola", assim como os militares responsáveis
pela matança de El Mozote e do assassinato do arcebispo Óscar Arnulfo Romero
em El Salvador, entre outros crimes do mesmo calibre na Colômbia e México.
As questões que mais mobilizaram os participantes foram as bases militares
colombianas que serão usadas pelos Estados Unidos, e a situação de Honduras,
onde se assinalou que os líderes do golpe militar, o general Romero Vásquez,
chefe do estado maior, e o general Luis Prince Suazo, chefe da força aérea,
foram treinados nessa base. Por isso, uma das principais convidadas do
evento foi Bertha Oliva, fundadora do Comitê de Familiares Detidos e
Desaparecidos em Honduras.
Através de uma crescente rede de apoio no país, os setores progressistas
estadunidenses têm conseguido que cada vez mais um número maior de
legisladores promovam iniciativas para fechar o estabelecimento, e a
defender que se prestem contas dos seus crimes. A esse esforço se somaram
governos como do Uruguai, Argentina e Bolívia, que deixaram de enviar
militares à escola.
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