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União Européia elege 2 desconhecidos para
evitar poodle Blair na presidência
Continente que já teve estadistas do porte de
Winston Churchill e Charles de Gaulle, a Europa, em sua fase agora de União
Européia, está tendo que se arrumar com um inexpressivo primeiro-ministro belga
de primeiro presidente não-rotativo, Her-man Van Rompuy, e uma ainda mais
desconhecida baronesa, Catherine Ash-ton, de vice e chanceler. A “boa notícia” –
como destacou um jornal inglês – foi que “Blair não foi eleito”.
O conhecido poodle havia se ofertado todo
dengoso para o cargo, fez campanha com caras e bocas, mas mesmo dirigentes muito
conservadores consideraram que não haveria nada mais desabonador para a UE que a
escolha dele.
Assim, nessa entressafra de Berlusconis,
Sarkozys e Merkels, e como quem não tem cão, não tem gato, não tem rato, caça
com minhoca, após longas consultas, marchas e contra-marchas, os nomes aprovados
foram Van Rompuy e Mrs. Ashton. Esta, aliás, uma baronesa meia-sola, do partido
de Gordon Brown, e que recebeu transfusão de sangue azul para poder entrar na
Câmara dos Lordes. A eleição foi na quinta-feira dia 19.
A escolha é uma decorrência do Tratado de
Lisboa, que entra em vigor em 1º de dezembro, cabendo a eles presidirem o
conselho com os 27 chefes de Estado e de governo europeus. Continua existindo a
Comissão Europeia, presidida pelo português José Manuel Durão Barroso, e voltada
para os assuntos internos.
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