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Famílias pobres agora remetem dinheiro para
ajudar imigrantes desempregados do Tio Sam
Os trabalhadores
latinos sofrem, nos Estados Unidos, com uma taxa de desemprego superior à geral
em 3%, segundo informa David Brooks, correspondente do jornal mexicano La
Jornada, com base em um trabalho realizado por tres centros de pesquisas
norte-americanos. Além disso, o Banco do México registrou uma baixa de 13,4% nas
remessas ao México nos primeiros três trimestres deste ano.
O jornal
norte-americano The New York Times apontou a razão desta baixa em matéria
publicada esta semana: o desemprego golpeou tão duro as comunidades de
imigrantes na terra do tio Sam que, no lugar de receber remessas de familiares
que emigraram, algumas famílias pobres estão juntando o que podem para apoiar
seus entes queridos, que vivem desempregados nos Estados Unidos.
Entre os que ainda
têm emprego, mais de 35% dos imigrantes latinos são atingidos por violações na
lei do salário mínimo (enquanto que isso ocorre em cerca de 10% dos
trabalhadores brancos) e 80% dos mesmos não recebem horas extras de acordo com a
lei, segundo informa o correspondente, destacando ainda que as pesquisas foram
levadas a cabo em Nova Iorque, Chicago e Los Angeles. Os imigrantes sem
documento enfrentam violações no mínimo, ainda maiores, atingindo 37%.
No caso das mulheres
imigrantes a transgressão à lei do mínimo chega a 40%. “É importante lutar pela
aplicação das leis trabalhistas por igual para estimular a união dos
trabalhadores e para que possamos negociar estes direitos coletivamente”,
afirmou Milton Rosado, presidente do Conselho Trabalhista para o Avanço do
Trabalhador (LCLAA, sigla em inglês), A LCLAA é a principal organização
norte-americana de sindicalistas latinos (que somam 1,7 milhão no país). O
quadro dos latinos e imigrantes em geral se agrava - com a maior crise desde a
depressão iniciada em 1929 - pois esta atingiu inclusive o setor da construção
civil que concentra um grande número de imigrantes.
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