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RPDC condena manobra militar norte-americana
Em um artigo
publicado em 19 de novembro último, o jornal Rodong Sinmun condenou em Pyongyang
manobras militares conjuntas realizadas no mar Oeste da Coreia pelos EUA e
Coreia do Sul.
“Isto corrobora,
mais uma vez, que são eles que provocam o perigo da guerra, agravam as tensões
militares e o confronto. O fator principal que perturba a paz e a segurança na
península coreana é a ocupação do sul do país por tropas agressoras
norte-americanas e suas manobras bélicas contra a RPDC.
“Certa vez,
representantes dos círculos militares dos EUA difundiram boatos para fazer
pensar que a comandância do 8º Exército dos EUA encravado no sul da Coreia seria
transferido para o Havaí. O que aconteceu foi a consolidação da comandância
conjunta EUA- Coreia do Sul e o fortalecimento do aparato militar para a guerra
contra a RPDC. Há poucos dias cometeram uma grave provocação armada contra nós
no Mar Oeste”, afirmou o jornal coreano.
A delimitação
fronteiriça no Oeste do Mar da Coreia nunca foi um consenso entre EUA e RPDC. Em
1999 aconteceu um ataque sul-coreano a um barco da RPDC. Em 2002 ocorreu novo
incidente nessa imprecisa fronteira. O ataque sul-coreano de quinta-feira foi
mais uma provocação estimulada pela proximidade da visita do presidente Barak
Obama ao sul do país que aconteceria no dia seguinte. É bom registrar que Obama
foi recebido com grandes manifestações de sul-coreanos contra a presença militar
dos EUA na Coreia do Sul.
Obama enviou recados
à RPDC para que volte ao grupo dos seis, adoçou a boca de Myung Back, o submisso
presidente do Sul e disse ao enviado especial do governo dos EUA à RPDC que
insistisse com Kim Jong Il que aceitasse retornar ao grupo dos seis mas marcasse
com ele a ida à Pyongyang.
Apesar da Kim Jong
Il não dar sinal de que volte ao grupo, a visita do enviado especial dos EUA a
Pyongyang deverá acontecer nas próximas semanas, contrariando a vontade de Myung
Back e dos belicistas mais afoitos do sul da Coreia e dos EUA.
No dia seguinte ao
incidente, 20 de novembro, os coreanos do norte, do sul e de ultramar
comemoraram os 19 anos da fundação da Aliança Pan-nacional pela Reunificação da
Pátria – APRP, entidade do movimento patriótico pela reunificação pacífica e
independente da Coreia que reúne coreanos do norte, do sul e de ultra-mar
integrantes de distintos setores sociais como operários, camponeses, jovens,
estudantes, mulheres e intelectuais com o objetivo maior de conquistar a grande
unidade nacional sob a consigna “Entre nós, os coreanos” e “A Coreia é uma só”.
ROSANITA CAMPOS
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