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Alencar: “as ações da Petrobrás nunca
poderiam ser alienadas”
O
vice-presidente José Alencar disse que foi contra a venda de ações ordinárias da
Petrobrás durante a administração de Fernando Henrique. “Houve algumas
privatizações com as quais nunca concordamos. Por exemplo: fui contra, como
senador, da alienação de mais de 30% das ações da Petrobrás com direito a voto.
Aquilo nunca podia ter sido feito. Em Minas fizeram coisa parecida com a Cemig,
quase entregaram essas duas companhias. Veja o que aconteceu com a Argentina.
Acabaram com tudo, levaram o país a uma situação de dependência enorme. Não só
por excesso de privatizações como por uma política pouco nacional”, afirmou em
entrevista à Carta Capital.
Para Alencar,
“tem de haver compromisso nacional. As pessoas ficam com medo de defender as
questões do Estado. O governo Lula não apresentou um pensamento desfavorável ao
desenvolvimento do setor privado. Ao contrário, nunca houve um governo que desse
tanto apoio e tanta segurança ao setor privado. Isso não significa que o Estado
deva ser retirado”.
Questionado se
havia mudado de posição em relação aos juros após “reconhecimento internacional
do Brasil”, o vice-presidente respondeu que “não veio nenhum reconhecimento a
respeito de nossa política monetária. Eu nunca falei contra a política
econômica. A situação do Brasil hoje é uma fábula apesar da política monetária e
não graças a ela. Graças, sim, à responsabilidade fiscal. Porém, a política
monetária contraria o esforço que se faz pela responsabilidade fiscal, porque os
juros são a principal rubrica de despesa da União, o que tem afetado o
equilíbrio orçamentário”.
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