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Ministério Público denuncia
Perillo por malversação do dinheiro público
O Ministério Público Estadual de Goiás propôs
duas ações civis públicas contra o senador Marconi Perillo (PSDB/GO), ambas
por improbidade administrativa, referentes a atos praticados quando ocupou o
governo do Estado (1999 a 2006).
Na primeira, proposta na última sexta-feira
(20), os promotores Fernando Krebs e Abrão Amisy Neto acusam Perillo de
desvio de dinheiro e caixa dois eleitoral pela contratação da Pró-UniRio,
uma fundação ligada à Universidade Federal do Rio de Janeiro extinta em
2002, para prestar serviços de consultoria à Companhia Energética de Goiás (Celg),
com a missão de melhorar o desempenho financeiro da empresa.
Após ter sido contratada, pelo valor de R$ 4,5
milhões, a fundação terceirizou o serviço. A investigação conduzida pelos
promotores descobriu que R$ 1,8 milhão desse total foi sacado em espécie, no
Rio de Janeiro, e retornou a Goiás. Segundo depoimento à promotoria de uma
ex-funcionária da fundação, Rita Marques dos Anjos, o dinheiro teria sido
destinado à campanha da hoje senadora Lúcia Vânia (PSDB) à prefeitura de
Goiânia, em 2000. A testemunha declarou que um a avião oficial do governo de
Goiás teria pousado no Aeroporto de Jacarepaguá para buscar o dinheiro.
Ao rastrear o caminho dos R$ 4,5 milhões pagos à Pró-UniRio, o Ministério
Público descobriu que parte do dinheiro também foi transferida para empresas
controladas pela família do então superintendente da fundação, Bruno Scala
Manzolillo, o que teria facilitado o repasse dos recursos.
Já na segunda ação, Marconi Perillo é acusado
junto com o deputado federal Sandes Júnior de fazer uso indevido de
propaganda eleitoral. Conforme a denúncia, o governador teria organizado a
veiculação da propaganda institucional do governo, em 2004, abordando
serviços realizados em Goiânia, logo em seguida à veiculação da propaganda
eleitoral de Sandes Júnior, então candidato à prefeitura da capital.
Segundo o promotor Fernando Krebs, as peças
publicitárias possuíam nítida e indisfarçável semelhança, transformando a
propaganda oficial em extensão do programa eleitoral gratuito, utilizando os
anúncios pagos com recursos dos cofres do Estado para beneficiar o candidato
que estava apoiando nas eleições municipais.
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