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Para ministro Lobão, compra
do falido Citibank pelo Brasil traria “muitos lucros e muito prestígio”
Em palestra a representantes de bancos e
monopólios, em Nova Iorque, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão,
afirmou o Brasil esteve a ponto de comprar uma participação no Citigroup.
“Eu faço aqui uma revelação dita a mim pelo próprio presidente da República.
No epicentro da crise econômica aqui nos EUA, o Brasil quase comprou um
terço do Citibank”, frisou.
Mesmo afirmando que comprar um banco no exterior
“não era nossa prioridade”, ele considerou que foi um equívoco não ter sido
feito esse investimento: “Erramos”, disse. “Provavelmente, devíamos ter
comprado e conseguido bons lucros, além do prestígio que isso teria dado ao
Brasil”, acrescentou, sem saber “exatamente o preço” pedido de parte do
combalido banco.
No Brasil, o ministro da Fazenda, Guido Mantega,
negou a informação de Lobão. “Acho que ele deve ter feito uma metáfora. Não
houve nenhuma oferta do Citibank. Pelo menos, não chegou ao meu
conhecimento. Só se eles ofereceram ao setor privado. Mas ao setor publico,
não foi feita. Eu desconheço”, ressaltou.
O falido Citibank foi comprado pelo governo dos
Estados Unidos.
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