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Dutra defende união da base aliada em torno de Dilma
O novo presidente do PT, o ex-senador e
ex-presidente da Petrobrás, José Eduardo Dutra, disse que irá trabalhar para que
os 14 partidos da base governista apoiem a candidatura da ministra da Casa
Civil, Dilma Rousseff, para Presidência da República. “Estamos trabalhando no
sentido de garantir para o palanque da nossa candidata ano que vem a mesma base
de apoio que hoje tem o presidente Lula, trabalhamos nesta direção”, disse Dutra
em entrevista coletiva na quarta-feira (25), após ser anunciada a sua vitória
nas eleições internas do partido.
Até a quarta-feira, Dutra estava com 58,4% dos
votos válidos, com 85% dos votos nacionais totalizados. Em seguida vinha José
Eduardo Cardozo (17,9%), Geraldo Magela (12,1%), Iriny Lopes (9.9%), Markus
Sokol (1%) e Serge Goulart (0,7%).
Dutra disse respeitar a decisão dos partidos
aliados. “É lógico que a decisão de aliança depende dos partidos, eles têm
autonomia para decidir. Alguns, como é o caso de Ciro Gomes, têm uma tese que
respeito, mas que é diferente da nossa: de que seria melhor lançar mais de um
candidato dentro da base”, afirmou.
“Superar as dificuldades não é uma engenharia
fácil. Temos que fazer uma aliança nacional e, ao mesmo tempo, nos estados onde
há divergências, convergir para uma posição só”, declarou o ex-parlamentar por
Sergipe.
Para Dutra, a ministra Dilma deve permanecer na
Casa Civil até o fim do prazo de desincompatibilização, em abril, para obter
maior vitrine. “A exposição garante que a população tenha conhecimento daquela
pessoa. Se for analisar neste momento, Dilma tem um menor reconhecimento do que
o Serra, mas nesse momento não é questão de escolher mais um mês ou não, mas ver
o melhor para o projeto”, pontuou.
“Vamos conclamar a população para fazer a
comparação entre dois projetos e dois modelos de governo que ela já conhece.
Conhece o da oposição, dos oito anos de FH, e conhece o nosso projeto, que está
sendo materializado nos oito anos de governo Lula”, falou Dutra, explicando qual
será a estratégia do PT em 2010.
Dutra disse
que a crise financeira norte-americana destacou a diferença entre o governo Lula
e o de FH. “A crise mostrou que nosso governo foi diametralmente oposto ao de
FHC”. “Vamos enfatizar os milhares de pessoas que saíram da miséria, que
ascenderam socialmente no governo do presidente Lula. Vamos enfatizar que não
tivemos que ficar de pires na mão diante do FMI”, afirmou o petista.
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