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Serra culpa os times por sua queda na pesquisa
O
governador de São Paulo, José Serra (PSDB), tentou buscar uma explicação da
causa da sua queda na pesquisa de quase 15 pontos percentuais em 11 meses e de 8
pontos na comparação com o levantamento feito em setembro. Ele jogou a culpa na
mudança dos times e negou que sua candidatura à Presidência da República esteja
despencando na preferência do eleitorado, como mostrou a mais recente pesquisa
CNT/Sensus, divulgada na segunda-feira passada.
“Eu não caí. Na é verdade. Se comparar com um
ano atrás, tem que olhar pesquisas que são comparáveis. Se mudar os times, não
dá para comparar um ano com outro”, garantiu o tucano, em entrevista à rádio
Jovem Pan de São Paulo, na terça-feira (24).
Mas os esclarecimentos de Serra não convenceram.
Os presidentes do DEM, Rodrigo Maia, e do PSDB, Sérgio Guerra, reuniram-se às
pressas para pedir que Serra assuma imediatamente a candidatura para ver se pára
Dilma. “É melhor assumir logo”, apelou Rodrigo Maia. “Não é fácil manter
candidatos que não se lançam”, observou o astuto senador Sérgio Guerra.
No levantamento, o governador aparece com 31,8%
contra 46,5% que tinha em dezembro do ano passado. No mesmo período, a ministra
Dilma Rousseff – sua principal concorrente na disputa presidencial – mais que
dobrou sua popularidade, passando de 10,4% para 21,7% das intenções de voto. A
diferença entre ambos caiu de 36,1% para 10,1%.
Serra atribuiu a queda de sua candidatura à
presença dos nomes do deputado Ciro Gomes (PSB/CE) e da senadora Marina Silva (PV/AC),
incluídos no levantamento atual. Ele também se queixou da comparação feita entre
os governos Fernando Henrique e do presidente Lula, pois, segundo o Sensus, 76%
dos entrevistados responderam que Lula é melhor.
“A questão do Fernando Henrique foi enfiada de
contrabando na pesquisa, provavelmente para terem o que comentar. O presidente
Fernando Henrique largou o mandato em 2002. Todos os problemas apontados na
época já poderiam ter sido resolvidos”, alegou.
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