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Instituto de Criminalística não encontrou travas
que deveriam sustentar as vigas do Rodoanel
Os peritos criminais designados para investigar as causas do desabamento
do Rodoanel estão convictos de que foi provocado por falha ou ausência
do travamento provisório das vigas, informa reportagem da Agência
Estado.
A avaliação preliminar do Instituto de Criminalística (IC) é de que, sem
a escora, o desabamento de uma das vigas criou um “efeito dominó”,
fazendo com que as outras duas vigas também caíssem sobre a Rodovia
Régis Bittencourt (BR-116).
Sabe-se, que das cinco vigas previstas, somente quatro haviam sido
colocadas. A última foi danificada no transporte entre a obra e a
rodovia e não pôde ser utilizada.
No entanto os peritos do IC explicaram que, mesmo sem a quinta viga, as
demais deveriam ter recebido travamento provisório com mãos francesas
(estrutura triangular em metal) ou pedaços de madeira.
Os indícios colhidos no local do desabamento reforçam a hipótese de
houve problemas no escoramento, pois não foi encontrado nenhum tipo de
travamento nos escombros remanescentes. Porém, somente depois de
analisar a documentação técnica da obra e compará-la com os depoimentos
dos seus engenheiros e operários é que será possível descobrir se o
escoramento das vigas não funcionou ou se ele realmente nunca existiu.
A reportagem informa que os peritos requisitaram à companhia de
Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), e ao consórcio responsável pelo
Trecho Sul do Rodoanel, os documentos técnicos e as plantas para
entender os detalhes sobre a execução do projeto que desabou última
sexta-feira (13). |