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Oi,
Claro, Embratel e TIM mantêm proposta salarial: 0% de aumento
As teles continuam apresentando propostas
irrisórias de reajuste aos seus funcionários. Após proporem aumento real
zero, nas rodadas de negociação ocorridas ao longo da semana passada e
início desta semana Oi (La Fonte), Claro (Telmex/AT&T), Embratel (Telmex/AT&t),
TIM (Telecom Itália) e Vivo (Telefônica/Portugal) apresentaram avanços
insignificantes que foram rechaçados pela Comissão Nacional de Negociação.
A Oi propôs reajuste zero, fim da cesta básica e
aumento de 50 centavos no tíquete refeição. Recentemente a companhia recebeu
R$ 4,4 bilhões de empréstimo do BNDES e no terceiro trimestre de 2009 teve
receita bruta de R$ 11,6 bilhões.
Desde terça-feira, o sindicato está realizando
manifestações em frente aos principais prédios da empresa exigindo uma
proposta digna de ser votada.
A nova proposta apresentada pela Embratel teve o
irrisório acréscimo de 0,50% no reajuste salarial, passando de 3% para
3,50%. A Comissão de Negociação disse que não aceitará nenhuma proposta que
não contemple ganho real e exigiu que a multinacional abranja os demais
itens da pauta, inclusive tíquetes nas férias, sobreaviso, horas-extras,
antecipação da data-base e controle de frequência. Na terça o sindicato
esteve com o carro de som nos prédios de 1012 e Mackenzie.
A Comissão Nacional de Negociação também
rejeitou proposta da Claro, porque não evoluiu em questões consideradas
prioritárias pelos trabalhadores.
Alegando que seus resultados financeiros foram
ruins, TIM apresentou proposta de 3% de reajuste somente em julho de 2010. A
proposta também foi rejeitada pelos trabalhadores. “O pior é que a empresa
ainda recorre ao dinheiro público, via empréstimo no BNDES, para precarizar
as condições de trabalho, terceirizar, fechar lojas e sobrecarregar os
trabalhadores que ficam depois de promover demissões desordenadas”,
denunciou o Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Rio de
Janeiro (Sinttel-Rio). |