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Chauí Rein responde a Krugman que problema
dos EUA é o dólar anêmico
O economista Chauí Rein, através do site da “Forbes”,
contestou o artigo de Paul Krugman, no “New York Times”, em que este “exige” de
Obama pressão sobre a China para desvalorizar o yuan.
Rein assinalou que o maior problema em
matéria de divisa no mundo neste momento “não é o yuan fraco, mas o dólar
fraco”. O dólar fraco – assinalou – é perigoso “porque significa que os países
estarão menos dispostos a comprar títulos do Tesouro e financiar a recuperação
da América”.
“Mesmo que a moeda da China sofresse uma
apreciação, a produção apenas se mudaria para países [de custos de mão-de-obra]
mais baratos, como o Vietnã, e não de volta para a América”, acrescentou Rein.
O dólar mais fraco “apenas tornará as coisas
mais caras para os americanos”, destacou o analista, em referência à situação
atual de que 60% das exportações da China para os EUA são de artigos de marcas
americanas, fabricados por filiais de empresas americanas na China, para o
mercado americano.
Rein destacou, também, que se o yuan se
valorizasse perante o dólar, “bilhões de dólares de poder de compra seriam
tomados dos consumidores americanos, o que, ironizou, não permitiria um próximo
“feliz natal”.
Concluindo, ele ressaltou que revalorização
da moeda chinesa neste momento “ameaçaria a frágil recuperação econômica
mundial”. Do lado chinês, uma alteração da taxa de câmbio equivocada poderia
levar “ao fechamento de milhares de fábricas e milhões de demissões” – o que não
seria bom para a China, não seria bom para a recuperação mundial, o que não
seria bom para ninguém.
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